Inovação

Invenções tecnológicas que prometem revolucionar o nosso futuro

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Há maravilhas tecnológicas que vemos nos filmes de ficção científica que já passaram do ecrã para a realidade. Estas são algumas que estão prestes a revolucionar o nosso futuro.

A Realidade Virtual não está nesta lista, mas deverá fazer parte de todos os domínios da sociedade e ciência

harrivicknarajah0 / pixabay

Autor
  • Miguel Videira Rodrigues

Quando assistimos a filmes de ficção cientifica ficamos sempre incrédulos com as invenções tecnológicas que nos são apresentadas como o tele transporte, mover objetos com a mente ou robôs com sentimentos. No entanto, muitas destas invenções são já uma realidade.

O El País elaborou uma lista de 12 áreas e invenções que, consideram, vão mudar a nossa vida. O Observador já abordou todas elas (veja os links abaixo), ainda assim achamos que vale a pena aproveitar a dica e fazer uma síntese.

Implantes cerebrais

São dispositivos tecnológicos que se ligam ao cérebro e atuam como próteses biomédicas em zonas que se tornaram disfuncionais, por exemplo, como consequência de uma lesão cerebral. Os implantes neurológicos têm-se revelado muito úteis nos casos de imobilidade física, mas não só. Prevê-se que, no futuro, esta tecnologia venha a permitir que as pessoas acionem mecanismos robóticos apenas com o pensamento.

Impressão 3D

Basta uma impressora 3D ligada a um computador para se imprimir qualquer objeto. São já acessíveis para uso doméstico e, à medida que vão sendo acrescentados novos materiais para “impressão”, o limite aproxima-se da imaginação do utilizador. Já foram construídas peças grandes como móveis para a casa ou até mesmo carros, mas uma das aplicações mais interessantes desta tecnologia está relacionada com a medicina: através destas impressoras é possível criar próteses (um “osso”, por exemplo) em 3D e adaptadas a cada indivíduo.

Sistema CRISPR

Este sistema é uma forma eficaz, barata e fácil de modificar o genoma com o intuito de eliminar doenças hereditárias, não apenas do paciente como também dos seus descendentes. Este sistema foi descoberto em 1993 pelo microbiologista Francis Mojica, mas foram os cientistas Jennifer Doudna e Emmanuel Charpentier que o tornaram, em 2012, no atual sistema de edição de genoma.

Carros Autónomos

Os carros autónomos, com piloto automático, são algo com que as pessoas sonham há muitos anos, e essa fantasia pode estar quase a tornar-se uma realidade para todos. Estes veículos irão minimizar alguns dos inconvenientes relacionados com a mobilidade, com melhorias no trânsito, menos poluição e menos acidentes. São várias as empresas que estudam este meio de transporte automatizado (Tesla, Google, Apple, etc.) e, apesar de já existirem alguns a circular em modo de teste, ainda há muito trabalho pela frente para que estes carros possam circular em conjunto com os automóveis controlados pelo ser humano.

Grafeno

O prémio Nobel da Física de 2010 foi para os cientistas Andre Geim e Konstantin Novoselov, da Universidade de Manchester. Porquê? Porque criaram o grafeno, um material composto exclusivamente por átomos de carbono que se interligam num único plano, como uma “folha” com apenas um átomo de espessura. É o material mais leve descoberto até ao momento e consegue ser cerca de 200 vezes mais forte do que o ferro. É um bom condutor de calor e da corrente elétrica, ainda melhor do que o cobre e poderá ser utilizado na indústria automóvel como filtro de escape ou ainda como um filtro de água (para enumerar algumas utilizações mais simples do dia a dia).

Inteligência artificial emocional

As maiores empresas tecnológicas, como a Microsoft e a Google, competem por expandir os limites da inteligência artificial, procurando que as máquinas aprendam por si próprias, que tomem decisões e resolvam problemas. Mas agora a ambição é conseguir que a tecnologia seja capacitada com inteligência emocional, isto é, que sejam capazes de reconhecer e interpretar as nossas emoções e que tomem decisões em função delas (computação afetiva).

Já existe uma empresa, EmoShape, que desenvolve um microchip capaz de determinar o estado de espírito de uma pessoa, através de um algoritmo que avalia os dados recolhidos de 45 músculos da nossa cara. E uma entrevistadora virtual chamada Ellie, capaz de identificar sinais de depressão.

O filme “Uma História de Amor” é o exemplo daquilo que pode vir a ser o futuro com este tipo de tecnologia. Um mundo em que os robôs vão conseguir fazer parte do quotidiano de uma maneira tão natural como se se tratasse de uma pessoa.

Baterias

No meio de todas estas invenções a bateria pode parecer ultrapassada, porém, o seu desenvolvimento será o principal impulsionador de novas e importantes invenções. Atualmente as três grandes limitações das baterias são o custo de produção, a capacidade de armazenamento e o tempo de recarga. Mas todas elas estão a ser ultrapassadas. Prova disso é o carro elétrico cuja autonomia, nos modelos mais avançados, chega já aos 600 quilómetros. Some-se a isto a aposta contínua nas energias renováveis, com a utilização combinada de painéis solares e baterias de lítio.

E nos dispositivos móveis? Já havíamos referido o desenvolvimento de uma bateria de alumínio que poderá substituir as atuais de maneira a ser carregada, na totalidade, em apenas um minuto e correndo menos risco de explodir, em comparação com as baterias de lítio.

Agricultura de precisão

Conhecer o campo ao milímetro é fundamental para tirar o máximo proveito das colheitas: a composição química do solo, necessidades de rega, controlo das pragas, etc. São utilizados dados de GPS e de diferentes sensores que medem a composição do subsolo e a sua qualidade e que, posteriormente, elaboram um mapa da zona com toda a informação recolhida e que seja relevante para os agricultores. Esta tecnologia está a avançar depressa e a melhorar significativamente o controlo das colheitas, nomeadamente através do smartphone.

Ainda que noutra escala, no topo da inovação aplicada à agricultura está, provavelmente, a aeroponia e a hidroponia, duas outras maneiras de aliar a tecnologia à agricultura a fim de promover um futuro mais sustentável.

Assistentes virtuais

Os assistentes virtuais dos smartphones são uma das principais apostas das grandes empresas e a sua evolução permitirá que sejam proativos e que conheçam todas as nossas preferências, que nos proponham atividades e que nos organizem o dia a dia. O próximo passo é conseguir que comuniquem uns com os outros – levá-los a interagir como se fossem pessoas.

Dos smartphones às casas inteligentes, cada vez mais as empresas apostam nos assistentes virtuais. A Google foi das últimas a apresentar (em grande) algo nesta área: Google Assistant e Google Home.

Encriptação biométrica

Já não é necessário o uso de senhas de acesso para aceder aos dados. Agora, tal poderá fazer-se através da impressão digital, identificação da íris, batimento cardíaco, entoação da voz ou até mesmo pela forma de andar, que permite identificar um indivíduo. O FBI, por exemplo, criou um banco de dados de reconhecimento com mais de 52 milhões de imagens de rostos e mais de 170 milhões de impressões digitais de indivíduos estrangeiros. Contudo, a encriptação biométrica não está regulamentada e há dúvidas que persistem quanto à sua segurança.

Neste campo, a empresa Byonim já tinha começado a dar alguns passos ao desenvolver um sistema que conseguia ler e interpretar os batimentos cardíacos e mesmo os movimentos dos músculos de cada pessoa a fim de conseguir identificar um indivíduo.

Também a Samsung já estava avançada neste ramo e, apesar dos problemas com o Galaxy Note 7, a verdade é que o leitor de íris presente no dispositivo parecia funcionar bem, tornando assim dispensável a utilização de códigos para aceder à informação presente no dispositivo.

Robôs cirúrgicos

STAR é capaz de suturar com maior precisão do que os cirurgiões mais experientes. O robô cirúrgico está programado para tomar decisões e operar sem necessidade de médicos. Ainda assim, os especialistas garantem que robôs como este nunca substituirão completamente os humanos.

Outro exemplo são os robôs Da Vinci, que começaram a ser utilizados em 2000 e já operaram mais de três milhões de pessoas. O cirurgião controla os braços robóticos e os bisturis usando um comando dotado com um sistema tridimensional. Os Da Vinci reduzem ao mínimo o tamanho das incisões.

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