O ator Alec Baldwin já tinha feito uma imitação de Donald Trump antes das eleições, quando simulou um debate entre o agora presidente eleito e Hillary Clinton no programa Saturday Night Live. Agora, Baldwin voltou a atacar, com uma rábula no mesmo programa, em que retrata o presidente eleito no seu gabinete, enquanto vai tentando constituir a equipa e se apercebe das promessas que fez. Desta vez, a piada de Baldwin mereceu uma resposta do próprio Trump no Twitter. E Baldwin respondeu depois à resposta de Trump.

1. O sketch de Alec Baldwin

Tudo começou no sábado, com este sketch. Nele, Donald Trump Baldwin aparece no seu gabinete, junto à sua assessora, Kellyanne Conway (representada pela comediante Kate McKinnon). Ao longo dos seis minutos, entram várias personagens no gabinete de Trump, para discutir temas como o combate ao Estado Islâmico, a construção do muro na fronteira com o México ou a deportação dos imigrantes ilegais.

Confrontado com o absurdo de algumas ideias — Trump chega a ir ao Google pesquisar ‘o que é o Estado Islâmico’ — o presidente eleito vai riscando as medidas da lista. No fim, Trump agradece a Mike Pence, o seu vice-presidente eleito, por ser “o motivo pelo qual nunca irei ser destituído”.

2. A resposta de Trump

A reação de Donald Trump chegou pelo seu canal preferido — o Twitter. Na rede social, o presidente eleito dos Estados Unidos escreveu que viu “partes” da emissão, acusando o programa de ser “enviesado” e de “não ter nenhuma piada”. Na publicação, Trump perguntava ainda por “igualdade” no tratamento mediático.

3. A resposta de Baldwin à resposta de Trump

Também através do Twitter, o comediante respondeu aos comentários de Donald Trump, garantindo: “A eleição já acabou, já não há igualdade. Agora é você a tentar ser presidente e o povo a responder”. Num tweet seguinte, o comediante questiona: “Sabe o que é que eu faria se fosse presidente? Estaria preocupado com a forma de melhorar a vida do maior número de americanos possível”; “estaria preocupado em melhorar a nossa reputação lá fora, lutando efetivamente pela liberdade e não apenas pelo petróleo”; “faria um esforço para qualificar os americanos e para criar emprego. Uma forma de tornar a América grande de novo é pô-la de novo a trabalhar”. E termina com um ataque direto: “[Se fosse presidente] faria nomeações que encorajassem as pessoas, e que não gerassem medo e dúvidas”.