Quatro trabalhadores humanitários e sete civis foram mortos por tiros de artilharia em Mossul, a grande cidade do norte do Iraque que o exército tenta recuperar ao grupo extremista Estado Islâmico, anunciou, esta quinta-feira, a ONU.

Num comunicado, Lise Grande, coordenadora das operações humanitárias da ONU no Iraque, condenou “nos mais fortes termos” os disparos de obus de morteiro ocorridos nas últimas 48 horas.

Grande, que não precisou a nacionalidade ou as organizações a que pertenciam os trabalhadores humanitários mortos, adiantou que os tiros causaram ainda 40 feridos. As vítimas civis “estavam numa fila para receber ajuda de emergência” quando foram atingidas, disse ainda.

“As pessoas que esperam ajuda já estão vulneráveis (…), deviam ser protegidas e não ser um alvo”, referiu.

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As forças armadas iraquianas, apoiadas por uma coligação internacional conduzida pelos Estados Unidos, lançaram a 17 de outubro uma vasta ofensiva para recuperar Mossul, a segunda cidade do Iraque, que foi ocupada pelos ‘jihadistas’ em junho de 2014.

O exército conseguiu retomar o controlo de bairros no leste da cidade, mas o Estado Islâmico domina o resto.

A situação dos civis é preocupante. Cerca de 100.000 abandonaram as suas casas desde o início da operação e a organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch disse na quarta-feira que o Estado Islâmico atacava “deliberadamente” os civis que recusavam servir como “escudos humanos”.