A aplicação Visitar, desenvolvida pela incubadora de startups da IT People Innovation – empresa portuguesa – foi a vencedora do Santa Casa Challenge, um concurso de inovação que pretende associar as novas tecnologias ao desenvolvimento social e bem-estar da população na área de Cultura e Património. O objetivo da aplicação é aumentar a ligação existente entre o utilizador e o património histórico, recriando partes destruídas pelo tempo ou até mesmo construir um ambiente semelhante ao que era vivido naquela altura, recorrendo a elementos virtuais colocados no meio envolvente.

A aplicação Visitar permite interagir com hologramas ao longo do percurso de um museu ou exposição, obter informação sobre os artefactos recorrendo a imagens e modelos 3D, aceder a vídeos através de um quadro e ainda “funciona como Raio X” para mostrar o interior de elementos presentes numa exposição ou mesmo de peças históricas. Estas capacidades permitem uma experiência mais real e imersiva, conseguida através do ecrã de um smartphone.

O pitch final levou a empresa a alcançar o primeiro lugar no Santa Casa Challenge e a ganhar um prémio de cinco mil euros e um Alpha Pack para o Web Summit 2017, no valor de 1950 euros, tendo assim uma entrada direta para expor o projeto na maior conferencia de inovação e tecnologia da Europa.

Uma aplicação semelhante, a ARchitect que também foi desenvolvida pela IT People, já tinha sido apresentada no evento da Microsoft com a utilização dos HoloLens criando uma casa virtual dentro de uma sala da Microsoft Portugal, uma aplicação que foi primeiro desenvolvida para msartphones e só depois adaptada para os HoloLens. O conceito é semelhante ao da app vencedora do Santa Casa Challenge mas para áreas diferentes e, por agora, a Visitar ainda não está adaptada para os óculos de realidade aumentada da Microsoft. O desenvolvimento na área da realidade virtual e aumentada é cada vez maior e leva a crer que, num futuro próximo, esta tecnologia seja algo comum no dia a dia das pessoas, permitindo uma maior ligação entre o presente e o passado e, quem sabe, possibilitar a criação de novos mundos numa espécie de realidade mista.