Cinema

Debbie Reynolds em seis filmes essenciais

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Entre musicais, comédias ligeiras e sofisticadas e um drama, eis seis dos momentos mais altos e mais memoráveis da carreira cinematográfica de Debbie Reynolds, recordados por Eurico de Barros.

Autor
  • Eurico de Barros

Debbie Reynolds chegou ao cinema mesmo na altura certa, nos anos 50, quando o musical de Hollywood estava no auge da sua pujança. Um turbilhão louro e contagiante de juventude, frescura e alegria, Reynolds foi uma das pivôs do género durante toda a década de 50, trabalhando com e ao lado de alguns dos seus maiores nomes. E não esperou pelo final dos “fifties” para mostrar que além de cantar e dançar, também sabia representar, e não só em comédias. A sua longa carreira passou depois, basicamente, pela televisão, a partir da década de 70, bem como pelos palcos, com dois ou três bons papéis dramáticos ocasionais no cinema. Eis sete filmes essenciais de Debbie Reynolds, onde a encontramos no seu esplendor de presença e talento.

“Serenata à Chuva”, de Gene Kelly/Stanley Donen (1952)

O que seria deste clássico dos clássicos se em vez de Debbie Reynolds, o papel de Kathy Selden tivesse sido interpretado por qualquer outra das actrizes que estiveram pensadas para ele – Judy Garland, Leslie Caron, Jane Powell? É que só podemos imaginar “Serenata à Chuva” com Debbie e nenhuma outra, pedindo meças aos eléctricos Gene Kelly e Donald O’Connor a cantar e a dançar, e e irradiando energia, alacridade e júbilo em cada plano, do alto dos seus 19 anos? A felicidade em estado puro, ela e o filme.

“Casanova Júnior”, de Stanley Donen (1953)

Debbie Reynolds reencontrou Stanley Donen neste musical, onde protagoniza, entre outras, uma inesquecível sequência de dança com Bob Fosse nos telhados de Nova Iorque. A história passa-se durante a preparação de um musical da Broadway. A temperamental vedeta feminina abandona o espectáculo durante os ensaios, e os produtores começam a procurar uma substituta. Reynolds é uma das três candidatas, e tem que provar que é a melhor, cantando, dançando e encantando todos em seu redor.

“Armadilha Amorosa”, de Charles Walters (1955)

Frank Sinatra interpreta um agente teatral solteirão e com muito sucesso entre as mulheres, que um dia encontra numa audição uma cantora e actriz, Julie (Debbie Reynolds), a primeira mulher que recusa os seus avanços. E que exige que ele mude radicalmente de vida, se quer ter uma relação séria com ela. Sinatra e Reynolds encaixam um no outro às mil maravilhas nesta deliciosa comédia romântica musical, onde ambos cantam a canção que dá título original ao filme, “The Tender Trap”.

“The Catered Affair”, de Richard Brooks (1955)

O melhor papel dramático de Debbie Reynolds, que interpreta Jane Hurley, a filha de um modesto casal da Bronx, um taxista (Ernest Borgnine) e uma dona de casa (Bette Davis). Jane vai casar com um rapaz do bairro, e a mãe fica obcecada em dar à filha o casamento vistoso e caro que ela não teve, contra a vontade daquela e do pai, que precisa das poupanças da família para se estabelecer por conta própria. Debbie Reynolds mostrou aqui que podia destacar-se num filme sem ter que cantar e dançar.

“Os Milhões de Molly Brown”, de Charles Walters (1964)

Neste musical, Debbie Reynolds interpreta uma personagem baseada numa figura real, Magaret Brown, uma mulher que nasceu pobre no Colorado, foi cantora num “saloon”, ficou milionária depois do marido ter descoberto o maior filão de prata daquele estado, e foi uma das sobreviventes do naufrágio do Titanic, tendo ajudado a salvar vários passageiros. Debbie Reynolds está nas suas sete quintas na pele de Molly Brown, e foi nomeada ao Óscar de Melhor Actriz pela sua exuberante interpretação.

“Quando Ela Era Ele”, de Vincente Minnelli (1964)

Um argumentista mulherengo de Hollywood é morto a tiro por um marido ciumento, e reincarna numa atraente loura, Virginia Mason (Debbie Reynolds). Quando se apercebe da situação, ela tem que convencer o seu melhor amigo (Tony Curtis) de quem é na realidade. Reynolds é simplesmente magnífica nesta comédia satírica realizada pelo enorme Vincente Minnelli, num papel que foi recusado por Marilyn Monroe por não ser “suficientemente feminino”. Mas Debbie Reynolds chamou-lhe um figo.

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