Rádio Observador

Caso José Sócrates

Defesa de Sócrates queixa-se de “bullying processual e mediático”

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Os advogados de José Sócrates emitiram um comunicado onde afirmam serem "falsas" e "verdadeiramente absurdas" as notícias sobre as revelações de Bataglia e vão agir legalmente.

MÁRIO CRUZ/LUSA

Os advogados do ex-primeiro-ministro enviaram este sábado uma nota à comunicação social para desmentirem “notícias hoje publicada na imprensa do costume”, referentes ao depoimento do ex-presidente da Escom Hélder Bataglia. “São falsas, destituídas de qualquer fundamento e verdadeiramente absurdas”, escrevem no comunicado em que a defesa do ex-líder socialista vai acionar “todos os meios legais para reagir a estes novos episódios, que representam um verdadeiro bullying processual e mediático contra ele dirigido ao serviço deste Ministério Público”.

No texto, os advogados escrevem ainda que Sócrates “não tem e nunca teve acesso ou sequer conhecimento de quaisquer contas bancárias na Suíça” e garantem ainda que o ex-primeiro-ministro “nunca tomou, nem ele nem os Governos a que presidiu, qualquer decisão que diretamente ou indiretamente favorecesse ou fosse suscetível de favorecer o Dr. Ricardo Salgado ou o Grupo Espírito Santo designadamente em assunto algum relacionado com a PT“.

De acordo com a notícia avançada pelo Expresso, o depoimento Bataglia na Operação Marquês foi importante para que esta semana tivesse sido imputadas a Ricardo Salgado suspeitas por prática de corrupção ativa para ato ilícito. Em causa estariam alegadas contrapartidas pagas a José Sócrates por benefícios concedidos ao Grupo Espírito Santo nos negócios do Grupo Portugal Telecom.

Mais uma vez, a defesa reage com o anúncio que vai agir legalmente quanto às notícias avançadas, por as considerarem “difamatórias, ao serviço destas pseudo-investigações” que acredita terem “origem necessária nos responsáveis por este inquérito” e por meio da “violação do segredo de justiça”. Voltam também a falar numa “campanha de calúnias” que acreditam estar a ser “promovida” a partir do Ministério Público, “face à absoluta incapacidade que demonstram (..) de apresentarem quaisquer factos, muito menos provas, que permitissem levar este caso a julgamento”.

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