Uma família de quatro pessoas do Canadá denunciou um novo caso de overbooking na companhia Air Canada, o segundo no espaço de um mês. A família tinha um voo de Charlottetown com destino na Costa Rica, marcado com meses de antecedência, e descobriu, ao fazer o check-in, que o filho de 10 anos não teria lugar para viajar com o resto da família. Estes casos têm vindo a tornar-se públicos desde a expulsão de um passageiro de um voo sobrelotado da United Airlines.

Passageiro expulso à força de avião da United Airlines por falta de lugares

Após contactar a companhia, sem sucesso, a família de Brett e Shanna Doyle dirigiu-se ao aeroporto de Charlottetown para tentar resolver a situação. Foi aí que ficaram a saber que o voo tinha 34 bilhetes vendidos – num avião com apenas 28 lugares. De acordo com o Huffington Post, um agente da companhia confirmou que, mesmo que um lugar ficasse vago, nada garantia que fosse atribuído à criança de 10 anos.

This morning I tried to book my family into our Air Canada flight and reserve seats for our trip. We were given seats…

Posted by Brett Doyle on Wednesday, March 15, 2017

Sem alternativa de deslocação na região (Ilha do Príncipe Eduardo), a família deslocou-se até ao aeroporto de Moncton, pagando do seu próprio bolso. À chegada, o voo acabou por ser cancelado. A família acabou por chegar ao destino e, da companhia, apenas recebeu um pedido de desculpas e um voucher de 1.600 dólares (cerca de 1.500 euros) que, de acordo com Brett Doyle, “não cobre as despesas” que teve a tentar contornar a situação.

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Não é a primeira vez que um caso de overbooking acontece na companhia: no mesmo mês, um casal de Port Perry ficou sem lugar no voo que marcara com dois meses de antecedência. A companhia adverte os passageiros sobre a política de overbooking justificando que sobe os preços dos bilhetes reembolsáveis, no caso dos passageiros “perderem o voo ou mudarem de planos”, e que o overbooking é uma forma prática de “ter oferta sem perder dinheiro”.

Estes poderão ser os últimos casos de passageiros transtornados e não reembolsados no Canadá por esta política. O ministro dos Transportes canadiano, Marc Garneau, diz estar a planear uma nova legislação a ser introduzida ainda este ano que poderá estipular valores mínimos de indemnização para casos de overbooking, bagagem perdida e outras situações.