A Associação Empresarial Ourém/Fátima (ACISO) afirma que já foram produzidos cerca de 200 mil terços oficiais das comemorações do centenário das “aparições” e é expectável chegar aos 300 mil até ao final do ano.

“Já produzimos cerca de 200 mil terços oficiais do centenário e a previsão, face às encomendas que já estão pedidas, é de chegar aos 300 mil até ao final do ano”, disse à agência Lusa o presidente da ACISO, Domingos Neves.

Segundo o responsável, os terços começaram a ser produzidos em maio de 2016, recorrendo a contas de vidro feitas de forma artesanal na Marinha Grande.

No entanto, devido à “grande procura”, foi necessário recorrer lá fora e a maioria das contas são hoje produzidas na República Checa, por não haver capacidade de produção na Marinha Grande, explanou.

No entanto, Domingos Neves assegura que todos os terços são depois encadeados de forma completamente artesanal em cinco empresas do concelho de Ourém.

De acordo com o responsável, é também expectável um aumento “considerável” da procura de outros artigos religiosos.

Para Domingos Neves, este setor continua a produzir maioritariamente para consumo nacional, mas uma “percentagem considerável” da faturação já é conseguida na exportação.

Vítor Pereira, um dos responsáveis da Manuel Reis Pereira, empresa que já produziu cerca de 60 mil terços oficiais do centenário, sublinha que a exportação tem cada vez mais peso, representando hoje 25% da produção.

Com o terço do centenário, “não há mãos a medir” e preocupa-se que possa “falhar com os clientes no estrangeiro”.

“Não faço ideia de quantos terços faço. De tanto trabalho que há, nem tenho vagar para olhar para os números”, sublinha Abílio Vieira, um dos responsáveis de outra empresa de artigos religiosos que teve de contratar “mais três pessoas”, face ao aumento da procura.

Francisco será o quarto Papa a visitar Fátima, a 12 e 13 de maio, para canonizar os dois pastorinhos Jacinta e Francisco no centenário das “aparições” na Cova da Iria, em 1917.

Os anteriores Papas a estar em Fátima foram Paulo VI (1967), João Paulo II (1982, 1991, 2000) e Bento XVI (2010).