Não é de todo impossível que este exemplo de criatividade extrema holandesa não seja devido a um consumo dos produtos das coffeeshops locais, mas o certo é que os habitantes dos Países Baixos já deram muitas provas de serem capazes de pensar fora da caixa e encontrar soluções por vezes surpreendentes.

O cientista Peter Mooji e o designer Ritsert Mans juntaram-se para produzir uma moto tão curiosa quanto inovadora. Enquanto o segundo chamou a si a responsabilidade de desenhar um quadro maioritariamente produzido em madeira, revestido por painéis também eles fabricados no mesmo material, Mooji ficou encarregue de converter algas do mar em óleo, que depois seria queimado pelo motor.

As algas são produzidas de forma natural em água salgada e, depois de processadas, geram o biocombustível que vai ser consumido por um motor monocilindro, extremamente rudimentar. Não espere power slides ou cavalinhos, pois não só isto é ainda um motor experimental, como também porque este é um veículo de duas rodas destinado a ser utilizado como meio de transporte pouco poluente e não como uma moto desportiva.

Foi a aposta de Peter Mooji numa forma natural de produzir um combustível que levou Ritsert Mans a produzir uma moto recorrendo quase exclusivamente a materiais tão naturais quanto a madeira. Quadro, monobraço oscilante traseiro e uma estranha suspensão anterior – tipo monogarfo, se é que isto existe – utilizam quase exclusivamente madeira. É claro que, assim que começarem os testes de longa duração, que antecederão uma eventual passagem à produção em série, é bem provável que a madeira, especialmente em algumas áreas do veículo, seja substituída por um material mais robusto. Tudo pormenores que, possivelmente, Mans e Mooji acertarão à mesa da coffeeshop mais próxima.