O líder dos Trabalhistas, Jeremy Corbyn, culpou parcialmente a política externa do governo de Theresa May e os cortes no orçamento policial pelo atentado de segunda-feira à noite em Manchester, que matou 22 pessoas e feriu outras 64, durante um concerto da artista norte-americana Ariana Grande. “A responsabilidade do Governo é a de assegurar que a polícia tem todos os recursos de que precisa”, disse no dia em que retomou as ações de campanha para as eleições presidenciais que vão ocorrer a 8 de junho.

“Muitos especialistas, incluindo os profissionais dos serviços de inteligência, assinalaram que a ligação que existe entre as guerras que este governo apoia e o terrorismo no nosso país”, disse o líder dos Trabalhistas, acrescentando que “com esta afirmação, não quer diminuir a culpabilidade dos que atacaram as nossas crianças: esses terroristas merecem ser desprezados e levados à frente de um juiz”.

Jeremy Corbyn foi uma das principais vozes contra a guerra do Iraque, os bombardeamentos na Síria ou à operação militar na Líbia, que culminou com a queda do regime de Muamar Gaddafi, em 2011. Esta sexta-feira, reconheceu que “nenhum governo pode prevenir todos os ataques terroristas”, mas que é “responsabilidade do governo minimizar estas oportunidades e assegurar que a polícia tem os recursos que precisa, que a nossa política exterior reduz a ameaça e não a aumenta”.

A polícia de Manchester deteve na madrugada desta sexta-feira mais um homem por suspeitas de ligação ao ataque suicida no Manchester Arena. No total, há oito pessoas detidas e uma delas será o irmão de Salman Abedi, o alegado responsável elo atentado durante o concerto de Ariana Grande.

Manchester. Polícia deteve mais um homem durante a madrugada

As últimas sondagens para as eleições de 8 de junho no Reino Unido colocam Theresa May na frente, com 46% das intenções de voto dos britânicos contra os 34% de Jeremy Corbyn, líder dos Trabalhistas.