Se os automóveis criados pela Pagani são já (e justificadamente) considerados como capazes de “voar baixinho”, desta feita o multifacetado ítalo-argentino decidiu mesmo rumar aos céus, através de um projecto desenvolvido em conjunto com a Airbus Corporate Jets, a divisão de aviões privados do conhecido consórcio europeu de aeronáutica.

O resultado dá pelo nome de Infinito, um ultra-requintado interior desenvolvido para o ACJ319neo, o mais recente modelo criado pela Airbus para este sector, em que opera 180 aparelhos nos cinco continentes, com capacidade para oito passageiros e uma autonomia de 12.500 km ou 15 horas de voo.

Logo num primeiro olhar, é evidente a proximidade existente entre a cabine deste avião e os interiores dos automóveis da Pagani, repleto de pele genuína nas mais diversas superfícies, ou de elementos em fibra de carbono construídos artesanalmente.

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Segundo os autores do projecto, o Infinito inspirou-se na “combinação de arte e ciência originalmente adoptada por Leonardo da Vinci”. A mesma filosofia que norteia a Pagani, como recorda o seu fundador, e que aqui se materializa no recurso a materiais compósitos nunca antes utilizados num avião, como o CarboTitanium, combinados com a linguagem estilística da marca. O resultado está à vista – e faz justiça à expressão de que uma imagem vale mais do que mil palavras.