O Exército português vai comprar armas, radares e mísseis para defesa antiaérea num valor de 32 milhões de euros até 2026, prevê um despacho do ministro da Defesa, Azeredo Lopes.

No texto do despacho assinado por José Azeredo Lopes, afirma-se que os sistemas de armamento se destinam à “proteção antiaérea de forças militares e à proteção de pontos e áreas sensíveis e de eventos de alta visibilidade“.

As armas serão compradas através da agência de compras da NATO (NSPA) numa despesa “até ao montante de máximo de 32 milhões de euros“, que será paga faseadamente até 2026. Em 2017, estão previstos 500 mil euros e no ano seguinte quatro milhões de euros.

No despacho, a que a Lusa teve acesso, o ministro da Defesa justifica a compra daquele armamento com a necessidade de edificar a Capacidade Proteção e Sobrevivência das Forças Terrestres.

No contrato com a `NATO Support Procurement Agency´ incluem-se oito terminais de armas do Sistema de Comando e Controlo de Artilharia Antiaérea, dois radares, oito sistemas de mísseis e oito viaturas táticas blindadas para os transportar.

A compra destes sistemas de armas “permite ainda colmatar lacunas na proteção antiaérea de baixa e muito baixa altitude”, um “ativo essencial e relevante no Sistema de Defesa Aérea Nacional“, salienta o ministro. Ao longo do processo de compra, Portugal será representado pelo chefe do Estado-Maior do Exército, o general Rovisco Duarte.