Rádio Observador

Truques e Dicas

Vai de férias? Tudo o que precisa de saber para fazer a mala

O que é que tem mesmo de ir? O que é que pode ficar? Como arrumar? Fazer a mala é, quase sempre, o pesadelo que vem antes do sonho, por isso temos o guia completo com todas as dicas.

O que levar, como arrumar e até como prevenir vincos na roupa e quais as tendências para um descanso na praia, no campo ou na cidade. Bem-vindo a este guia.

iStock/Getty images

Quem nunca pagou excesso de bagagem e, no fim, percebeu que algumas peças nunca chegaram a sair da mala? Planear as férias de sonho também passa por organizar a bagagem ao milímetro e, para isso, é preciso saber dobrar a roupa de forma eficiente, adequar as opções ao destino, fazer bem as contas para levar só o necessário, ter cuidado com o tamanho dos produtos de beleza e, claro, estar de olho nas tendências, parte essencial da preparação para fazer boa figura. Preparámos o guia completo para fazer as malas, para aproveitar da melhor maneira a época mais feliz do ano, sem peso a mais.

Regras de ouro

Faça listas, são as melhores amigas

Vale a pena perder uns minutos a listar tudo o que se quer levar. Na roupa, pense logo em peças específicas. Quanto mais vaga for a descrição, mais tempo vai demorar a meter tudo dentro da mala. Se puder, ordene os itens por importância. Assim, se for preciso cortar no peso da bagagem, é só ir percorrendo a lista. O ideal é organizar a lista em três áreas (ou mesmo fazer listas distintas): uma para roupa e acessórios, outra para os produtos do nécessaire e maquilhagem e uma terceira para a tecnologia e respetivos acessórios que quer levar consigo. Se for o caso, não se esqueça de ter, pelo menos, um adaptador para tomadas elétricas.

Não importa para onde vai, importa sim o tamanho real da mala que vai levar, seja uma mochila generosa ou um malão que o poderia levar lá dentro. Adapte a lista ao tamanho da bagagem, num jogo de cedências e conquistas que não é indiferente às tendências do momento. E não é preciso fazer a sua, fique já com estas, organizadas por níveis, consoante o tamanho da bagagem.

Uma seleção apertada, ao nível de uma mochila de interrail. Há espaço para os básicos e para mais nada.

A mala ficou maior? Arrisque num segundo par de calçado e complete os básicos com peças mais fortes.

Voltou a aumentar? Dê-se ao luxo de levar roupa a pensar em momentos especiais e, numa semana, experimente a sensação de não repetir nenhuma peça.

Conte os dias

Custa a muita gente, mas evita que vá de viagem com roupa a mais. Tenha em mente quantos dias vai estar fora, o clima e o contexto (praia, campo ou cidade) e, sempre que possível, antecipe os programas que exijam um dress code mais específico, como uma festa, um jantar especial, uma caminhada longa ou um dia intensivo de praia ou piscina. Elabore mentalmente os conjuntos para cada dia e pense sempre que no repetir é que está o ganho. Se tiver oportunidade de lavar roupa durante as férias, então aí tem a tarefa facilitada.

Valorize os básicos

Por básicos entendem-se t-shirts e tops de tons neutros. O preto, o branco (principalmente), o bege e o cinzento são cores que facilmente pode combinar com tudo o resto, sem comprometer a ideia de look inédito. As calças e os calções de ganga também são ótimas apostas. Com duas partes de baixo (uma de ganga, outra bege, por exemplo) é possível subsistir durante uma semana inteira, alternando apenas as partes de cima.

Não dobre, enrole

Qualquer especialista em fazer malas pode confirmar que os rolinhos são, de facto, a maneira mais eficiente de acomodar a maioria das peças. Mas atenção, é preciso fazê-lo com cuidado e garantir que camisolas, tops, t-shirts e calças são enroladas direitas, de forma a minimizar os vincos. Feitos os rolos, comprima-os dentro da mala. Infelizmente, a regra não se aplica a todas as peças. Se existirem colarinhos, aborte a missão. O mesmo método pode ser aplicado a calças e calções. Depois de dobradas simetricamente e novamente dobradas ao meio, é só enrolar, mas com jeitinho.

Saiba como dobrar as peças mais difíceis de levar de viagem:

Levante sempre o colarinho primeiro. Dobre as mangas para dentro de forma a que o casaco fique com o forro virado para fora (2 e 3). Junte os botões com as casas (4) e dobre o casaco ao meio (5). © Maria Gralheiro/Observador

Estique a camisa (1), dobre as mangas para dentro com cuidado para não ficarem engelhadas (2). Faça o mesmo com os bordos laterais da camisa (3) e depois dobre-a ao meio (4). Se usar uma revista ou uma folha de cartolina, fica mesmo perfeito. © Maria Gralheiro/Observador

Estique a saia, abrindo o franzido (2). Dobre-a ao meio e volte a repetir o movimento, mantendo-a o mais lisa possível (3 e 4). Para facilitar a arrumação na mala, dobre-a no sentido contrário ao do franzido (5)

Cuidado com os sapatos

Mais camisa, menos t-shirt, a diferença no peso final da bagagem nunca irá variar muito. O mesmo não se pode dizer dos sapatos. Aproveite o facto de estar a viajar no verão para levar calçado leve. Se tiver escolhas difíceis para fazer, opte sempre por deixar os sapatos mais pesados e volumosos, como botas e sandálias de cunha, em terra. Quanto aos ténis, a diversidade resolve-lhe o problema. Hoje em dia, há modelos cheios de pinta e que são autênticas plumas. Independentemente do que levar para o check-in, lembre-se que cada par deve estar num saco, separados uns dos outros e sem estarem em contacto com a roupa.

Deixe os statements em casa

A menos que a viagem fosse a Nova Iorque, no mês de maio, e tivesse um convite para a Met Gala, o transporte de peças ditas “tcharan” não é admissível. Pelo menos, ponha-as no fim da lista e garanta que só vão para dentro da mala quando todos os serviços mínimos estiverem garantidos. Falamos de colares demasiado pesados, peças de roupa muito estruturadas, chapéus (além do básico) e saltos altos daqueles capazes de causar vertigens.

Plastifique as peças delicadas

Há situações em que não há volta a dar e aquele vestido de cocktail, ou aquele smoking branco, tem mesmo de ir. Nesse caso e para as férias à James Bond correrem bem, utilize invólucros de plástico, como os que vêm da lavandaria, para proteger as peças. Pode fechar a extremidade aberta com fita-cola ou agrafos e, se necessário, faça apenas pequenos furos no plástico para que, ao arrumar, não fique com demasiado ar lá dentro, tornando o pacote ainda mais volumoso. E porque há peças que convém dobrar o menos possível, guarde-as para o fim e acomode-as sobre tudo o resto, ocupando todo o perímetro da mala.

Já ouviu falar em "bundle packing"?

Parece que é a técnica mais amiga de quem não gosta de engomar e muito utilizada para arrumar fatos nas malas de viagem. Pode ser aplicada à roupa toda. Comece a estender as peças umas sobre as outras, em direções opostas, mas sempre com as mangas sobrepostas ao centro. As calças entram na mesma equação, só tem de dobrá-las de forma simétrica e colocá-las também sobre as mangas. No fim, é só ir dobrando as diferentes peças para dentro, como se tivesse a fechar as pétalas de uma flor.

Faça um tratamento antirrugas

É um pedido ingrato de se fazer, mas é por uma boa causa: dê prioridade a peças que não amarrotem facilmente, mesmo que isso implique meter algumas fibras sintéticas pelo meio. Aproveite os materiais mais fluidos e as transparências de verão e, ao arrumar a roupa na mala, certifique-se que está a fazer de tudo para minimizar os estragos. Por descargo de consciência, tente perceber se, no destino, há um ferro de engomar à disposição. Tábua, já é mais fácil de improvisar.

Saiba como levar chapéus (e outras matrioscas)

Meter um chapéu de aba larga numa mala de viagem é um quebra-cabeças recorrente. Ou, pelo menos, era. Preencha o interior do chapéu com outras peças (t-shirts ou tops em rolos, por exemplo) e coloque-o no fundo da mala ainda com ela vazia. Depois, é só ir arrumando roupa à volta até atingir a altura do chapéu. Aí, continue como se não tivesse acabado de enfiar um objeto frágil dentro da mala. Outro truque: enrole as meias aos pares e arrume-as dentro de ténis e sapatos, sempre liberta mais algum espaço. Camisa formal? Dobre-a e, já dentro da mala, encaixe um cinto enrolado no interior do colarinho.

Vá buscar a balança

No fim de tudo, pese a mala e confirme que está dentro do limite acordado com a companhia. O ideal é que sobrem uns quantos para as compras e souvenirs.

As tendências também ocupam espaço

Praia, campo ou cidade. Para onde quer que vá, leve a moda atrás. Dependendo do destino, há peças-chave que tem de levar na bagagem. Selecionámos algumas, para homem e mulher, até porque os saldos estão aí e é aproveitá-los.

Praia

Só para relembrar: um bom fato de banho só precisa de uma parte de baixo para se transformar num top, um vestido leve e oversized é sempre uma boa opção para vestir por cima do biquíni e os calções de banho certos podem ser usados sem ser para ir à praia.

Campo

Só para relembrar: tenha sempre uma opção de calçado fechado, não aposte em saias ou vestidos compridos e esvoaçantes porque podem ficar presos em vegetação e escolha bem o casaco para precaver a descida da temperatura à noite.

Cidade

Só para relembrar: é sempre boa ideia ter, pelo menos, um look mais sofisticado à mão, levar uns ténis bem leves e confortáveis a contar com longas horas de passeio e apostar em peças especiais, já que nas cidades há uma coisa chamada street style.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: mgoncalves@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)