A 30 de junho de 1862 Victor Hugo publicava o último capítulo do “Les Misérables” (“Os Miseráveis”, em português), romance que retratava a sociedade francesa do século XIX e mostrava o panorama socioeconómico da população mais pobre. O dramaturgo francês ficou na história também pelo seu ativismo nos direitos humanos, pelos seus poemas e por outras obras mundialmente conhecidas como o Corcunda de Notre-Dame (1831).

O poeta nasceu três anos depois de Napoleão Bonaparte ter assumido o poder e, nos seus 30 anos, já tinha uma carreira sólida como dramaturgo. Apesar de ter tirado o curso de Direito, nunca o exerceu, pois foi encorajado pela família a seguir a carreira literária – e muitos agradecem-lhe por isso. Na altura em que “Os Miseráveis” foi publicado, em 1862, Victor Hugo tinha estado exilado quase 10 anos pelos seus ideais políticos. Nesse período de tempo produziu três coleções de poesia e inúmeros livros sobre as diferenças sociais e económicas.

Afirmava ser contra a pena de morte e injustiça social, e atingiu a fama política quando foi eleito representante da cidade de Paris na Primavera dos Povos, em 1848. Mais tarde mudou-se para Bruxelas e depois Jersey, de onde foi expulso por apoiar um jornal que criticava a rainha Vitória. Posteriormente fixou-se em Saint Peter Port, Guernsey, onde viveu exilado desde 1855 até 1870, tempo no qual publicou panfletos políticos contra Napoleão III que, apesar de terem sido banidos em França, geraram um forte impacto.

Morreu em Paris em 1885 e tornou-se a primeira pessoa a ser enterrada no panteão. Atualmente é lembrado com o seu nome em ruas, parques e estátuas. Hoje, a Google juntou-se à homenagem.