Esta segunda-feira, a Google dedica o seu Doodle à escritora e jornalista ucrano-brasileira Clarice Lispector, que neste 10 de dezembro faria 98 anos. Nascida na Ucrânia em 1920 no seio de uma família judaica, cedo mudou-se para o Brasil, para fugir das perseguições antissemitas e da guerra civil russa, onde viveu a maior parte da sua vida.

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Embora tenha estudado Direito na Universidade Federal do Rio de Janeiro, foi no meio literário que encontrou a sua vocação e se deu a conhecer ao mundo. Tornou-se uma das figuras mais influentes da literatura brasileira e do modernismo, sendo por muitos considerada uma das principais influências da nova geração de escritores brasileiros da atualidade.

A escritora que residiu em Pernambuco tem várias obras — romances, novelas, contos, literatura infantil, crónicas –, sendo vista como uma das maiores autoras de ascendência judaica desde Franz Kafka. Durante a sua vida trabalhou como jornalista, no Diário do Povo de São Paulo, e como tradutora, uma vez que era fluente em sete línguas diferentes (português, inglês, francês, espanhol, hebraico, iídiche e russo).

O seu livro de estreia deu pelo nome de “Perto do Coração Selvagem” (1943), lançado quando Clarice tinha 24 anos, e foi o início de uma vasta obra da qual fizeram parte livros como: “Laços de Família” (1960), “A Paixão segundo G.H.” (1964), “A Hora da Estrela” (1977) e “Um Sopro de Vida” (1978, póstumo).

Perto dos 57 anos, Clarice morreu, após lhe ter sido diagnosticado um cancro nos ovários, tendo deixado um vasto legado para a literatura brasileira do século XX.