Desemprego

Desemprego cai para nível mais baixo em quase 9 anos

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A taxa de desemprego terá caído para os 9% em junho. Ainda que a estimativa seja provisória, este é o valor mais baixo desde novembro de 2009, avança o INE.

PAULO NOVAIS/LUSA

Autor
  • Nuno André Martins

A taxa de desemprego baixou para os 9% em junho, o valor mais baixo em quase nove anos, de acordo com a estimativa provisória do INE, que reviu em baixa a taxa que tinha calculado para o mês de maio de 9,4% para 9,2%.

Os números relativos a junho ainda podem ser objeto de revisão no próximo mês, quando o INE publicar novos dados sobre o desemprego mensal, mas para já colocam a taxa no seu valor mais baixo desde novembro de 2008.

De acordo com os dados, havia 462,6 mil pessoas desempregadas em junho, menos 103 mil que há um ano.

O número de pessoas empregadas aumentou mais que a redução de taxa de desemprego – quase 130 mil face aos números de junho do ano passado – o que indica não só que a taxa de desemprego está a cair através da criação de emprego e não através da redução da população ativa que serve de base a estes cálculos. Pelo contrário, a população ativa está a aumentar, o que demonstra que há desempregados que estão a voltar aos seus empregos e que há novos participantes no mercado de trabalho.

A taxa de desemprego de maio foi revista em baixa, com o INE a apresentar uma taxa – agora definitiva – de 9,2%, melhor que os 9,4% que haviam estimado há um mês.

Os números são assim melhores que os anunciados pelo ex-líder do PSD e comentador Luís Marques Mendes no seu espaço habitual de comentário na SIC, e que motivou uma forte crítica do INE.

O Instituto Nacional de Estatística viu-se forçado a emitir um comunicado com esclarecimentos sobre a compilação e publicação da taxa de desemprego, para afastar dúvidas sobre a independência do Instituto.

“O senhor conselheiro de Estado e comentador da SIC, Luís Marques Mendes, não antecipou este resultado do INE. O resultado já tinha sido publicado! Esta falsa antecipação é grave na medida em que se pode gerar na opinião pública a ideia que Luís Marques Mendes tenha qualquer privilégio de acesso antecipado às estatísticas oficiais do INE, o que não sucede. (…) Estas afirmações podem afetar negativamente a confiança da opinião pública sobre a forma como o INE exerce a sua missão de serviço público”, disse o INE, numa nota enviada às redações na passada segunda-feira.

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