Quando o bebé Jonas Gutierrez, de apenas quatro meses, foi diagnosticado com plagiocefalia, os médicos recomendaram que fosse tratado com uma órtese craniana (vulgo, uma espécie de capacete). A sua família, natural do Texas, EUA, não quis que o bebé se sentisse diferente e encontrou uma solução – todos começaram a usar capacetes.

Vulgarmente chamada de síndrome de cabeça achatada, a plagiocefalia é diagnosticada em bebés numa idade precoce e ocorre quando as suturas cranianas não se unem corretamente numa altura em que o crânio do bebé ainda está em desenvolvimento. Foi o que aconteceu com Jonas, conta o pai, Gary Gutierrez, à ABC: o filho “tinha uma cabeça grande no útero e dormia sempre para aquele lado. Ele estava constantemente a dormir, sempre naquela posição e só piorou”.

Crédito: Shayna Gutierrez

Perante o caso, os médicos tiraram as medidas e fizeram uma órtese craniana para que a cabeça do bebé se desenvolvesse naturalmente. O capacete terá de ser usado por Jonas entre três a seis meses. Perante o cenário, a irmã, de três anos, decidiu usar o seu capacete de bicicleta em solidariedade e toda a família alinhou na brincadeira.

O primo do pai partilhou uma fotografia da família no Twitter que desde então se tornou viral: 28 mil retweets e cerca de 115 mil gostos. O tweet fez com que muitos pais e mães decidissem partilhar fotografias dos seus bebés, que sofrem da mesma condição.

https://twitter.com/SheaSerrano/status/891359534664626177

A plagiocefalia posicional não é uma condição grave: não acarreta consequências futuras. É uma condição meramente estética que, quando diagnosticada nos primeiros meses por um pediatra, pode ser corrigida por outras práticas como dormir de costas e estimular o movimento da cabeça do bebé, como notam os pediatras Paulo Coutinho e Emídio Carreiro. O recurso ao tratamento por capacete “pode custar milhares de euros”, garante Paulo Coutinho.