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Para milhões de fãs, é, e será sempre, o “rei do rock”. E nunca, depois de Elvis, terá existido alguém que se lhe assemelhasse. Nem sequer os Beatles, garantem. A lista de apreciadores que veneram Presley, perante quem reconhecem uma dívida de gratidão, é longa. Vai de John Lennon a Bob Dylan e de Bruce Springsteen a Rod Stewart.

Sobre o “rei”, o fundador dos Beatles chegou a afirmar: “Antes de Elvis, não havia nada”. Dylan também não teve problemas em admitir que, caso não tivesse sido iluminado por Presley, o Mundo talvez jamais tivesse ouvido falar dele. “Quando escutei a voz de Elvis pela primeira vez, percebi que nunca iria trabalhar para ninguém e que ninguém iria ser meu chefe. Ouvi-lo pela primeira vez foi como fugir de uma cadeia”, afirmou o prémio Nobel da Literatura.

Elvis Presley faleceu há 40 anos. A 16 de agosto de 1977, os fãs foram surpreendidos com a notícia de que o ídolo que dominou a música popular anglo-saxónica dos anos 1950 sucumbira perante uma crise cardíaca fulminante e tinha morrido, quando contava apenas 42 anos, na mítica mansão Graceland, localizada em Memphis, no Tenessee.

O mito consolidou-se após o desaparecimento do “rei”, refletido em dezenas de canções que recordam Elvis. O Observador escolheu dez com o objetivo de assinalar a data.

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Graceland

Paul Simon

É a canção que dá o título ao sétimo álbum na discografia a solo de Paul Simon, um dos mais celebrados na carreira do músico. Motivou Paul Simon a fazer uma viagem pela Route 61 até Memphis para cumprir a promessa que fez no refrão.

Elvis Presley and America

U2

Durante as sessões de gravação de “The Unforgettable Fire”, de 1984, Bono improvisou uma parte vocal sobre uma versão mais lenta do tema A Sort of Homecoming, que abre o álbum. Tinha acabado de ler um livro sobre Presley e decidiu cantar sobre a fase de decadência de Elvis, nos anos 1970.

Blue Moon Revisited (Song For Elvis)

Cowboy Junkies

A canção foi gravada por Elvis Presley nos anos 1950 e os Cowboy Junkies incluíram uma versão no álbum “The Trinity Session”, de 1988. Aqui, interpretam-na novamente, em 2007, num regresso ao disco mais importante da carreira da banda.

Elvis Has Just Left The Building

Frank Zappa

Como seria de esperar quando se trata de Frank Zappa, esta canção derrama sarcasmo e humor negro sobre o “rei”. O título corresponde ao anúncio que era feito no final dos concertos de Elvis com o objetivo de incentivar a assistência a desistir de esperar por mais um encore e a abandonar o local.

Elvis is Dead

Living Colour

Para os Living Colour, a evocação de Elvis também é motivo para exercitar a ironia. Neste caso, as teses da conspiração de que o “rei” ainda faria parte do Mundos dos vivos muitos anos após o anúncio da sua morte e a declaração de que quem ensinou Presley a menear as ancas, prática que lhe permitiu “escravizar” as audiências, foi um negro.

Elvis Went to Hollywood

Counting Crows

Durante os anos 1960, depois de ter cumprido o serviço militar, Elvis Presley participou em 27 filmes, regra geral causticados pela crítica. Para os Counting Crows, restam escassas dúvidas: “quando Elvis foi para Hollywood, foi quando tudo começou a correr mal”.

Hey Hey My My (Into the Black)

Neil Young

No álbum “Prarie Wind”, Neil Young faz uma homenagem explícita a Presley através do tema He Was the King. Não foi a primeira vez que saudou Elvis através de uma canção. Em Hey Hey My My (Into the Black), um daqueles temas que explica por que razão Young foi idolatrado pelas bandas de grunge, afirma: “O rei morreu, mas não foi esquecido”.

https://www.youtube.com/watch?v=0O1v_7T6p8U

Calling Elvis

Dire Straits

Uma homenagem, de 1991, que integra “On Every Street”, aquele que foi o derradeiro álbum de estúdio dos Dire Straits. Mark Knopfler “tenta” contactar Elvis e, para ajudar a superar potenciais obstáculos, garante ser o maior fã do “rei”. Também aqui, no vídeo oficial, não falta a referência à tirada que era escutada habitualmente no final das prestações ao vivo de Presley, um inquestionável clássico da cultura popular.

Personal Jesus

Depeche Mode

O tema foi inspirado pelo livro “Elvis and Me”, de Priscilla Presley, em que a mulher do “rei” descreve a relação que manteve com o músico. Martin Gore, membro dos Depeche Mode, explicou a canção “é sobre alguém ser como Jesus para outra pessoa, alguém que dá esperança e proteção”.

King of the Mountain

Kate Bush

No álbum “Aerial”, de 2005, é a vez de Kate Bush se inspirar em Elvis para escrever a letra de uma canção. Bush passa por diversas aspetos da vida do “rei”, com referências à casa desarrumada, a mulheres que reclamaram ser mães de filhos de Presley, bem como as sempre atraentes teses da conspiração de que o rei estaria vivo, algures.