O CDS quer que o ministro da Defesa vá ao Parlamento dizer o que já sabe sobre os inquéritos ao desaparecimento de armas dos Paióis Nacionais de Tancos, disse hoje à agência Lusa o deputado João Rebelo. O PSD também reagiu a pedir esclarecimentos.

O ministro deve regressar ao Parlamento. Esteve em julho e as informações que nos deu foram muito escassas, refugiou-se constantemente no ‘não sabia nem era minha responsabilidade'”, afirmou o deputado do CDS-PP, que continua a defender que Azeredo Lopes não tem condições para estar no cargo.

João Rebelo considerou “absolutamente desastrosa” a entrevista do ministro ao Diário de Notícias e TSF divulgada este domingo, em que, referindo-se à falta de provas visuais, testemunhais ou confissão, Azeredo Lopes admite que, “no limite, pode não ter havido furto nenhum”, frisando que o inquérito em curso ainda não tem conclusões definitivas.

“Está a especular, não tem certezas, portanto especula sobre um assunto que consideramos preocupante”, criticou o deputado do CDS-PP, referindo que a Comissão Parlamentar de Defesa pediu informações sobre o inquérito que está a ser feito pela Polícia Judiciária Militar e ainda não recebeu nada.

As condições em que terá ocorrido o furto, a lista exata do material em falta e as condições em que estava a ser feita a vigilância são algumas das respostas que o CDS-PP quer do Governo.

Na reunião da comissão que está marcada para terça-feira, o CDS-PP vai propor que seja acrescentado um tópico à agenda da deslocação do ministro agendada para dia 20 deste mês.

PSD quer esclarecimentos para a semana

Numa declaração lida este domingo na sede do partido, o deputado social-democrata Carlos Costa Neves afirmou que o PSD vai “tudo fazer durante a próxima semana para que isto se esclareça e sejam assumidas responsabilidades políticas”, sem se referir à maneira concreta de o fazer, como seria uma comissão de inquérito ou convocar o ministro.

“Não deixaremos de partilhar com os portugueses aquilo que se souber”, garantiu, afirmando que o Governo “tudo se faz para que as situações não se apurem e para que se disfarcem os fracassos e as incapacidades“, referindo-se às declarações do ministro da Defesa, Azeredo Lopes, divulgadas hoje numa entrevista ao jornal Diário de Notícias e à rádio TSF.