A Ryanair está a enviar mails aos seus antigos pilotos a pedir que regressem à companhia low-cost, avança o jornal britânico Telegraph. A transportadora low-cost atravessa o seu pior momento depois de falhas sistemáticas na gestão dos horários de trabalho e das férias dos pilotos, que obrigaram ao cancelamento de 700 mil voos. Os problemas da Ryanair ficaram ainda mais difíceis depois de vários comandantes e co-pilotos terem desertado para a empresa concorrente Norwegian.

No mail consultado pelo jornal, a responsável pelas operações de voo, Elaine Griffin, apela aos antigos colaboradores para regressarem aos quadros da Ryanair, oferecendo em troca um salário mais alto e melhores condições de trabalho.

“Espero que estejam a passar bem desde que deixaram a Ryanair. O meu nome é Elaine Griffin e sou a nova responsável pela gestão da base de operações de voo da Ryaniar. Somos atualmente uma equipa de quatro que irá duplicar para oito. A estratégia da empresa passa por transformar de forma significativa a forma como compensamos e interagimos com os nossos pilotos, e por melhorar as suas condições de trabalho e de progressão na carreira”.

Podem ou não ter conhecimento das mudanças significativas que estão a acontecer na Ryanair (…). Aumentámos o salário de comandante e de co-piloto em cerca de 20% e reforçámos de forma significativa os recursos de gestão de escalas, controlo de equipas, gestão de base e treinos”.

No mail, os responsáveis da companhia reconhecem que ainda há muito trabalho pela frente e prometem mais mudanças para o próximo ano, incluindo um sistema anual de férias. “Se estiverem interessados em conversar sobre o regresso à Ryanair, ficaremos encantados em receber o vosso contacto”.

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Depois de o negar, o presidente executivo, Michael O’Leary, admitiu na semana passada que contratou 45 profissionais em apenas um dia, o que eleva para 860 o número de pilotos contratados este ano. O gestor também reconheceu a fuga em massa dos pilotos da empresa e acabou por pedir desculpas a estes profissionais depois de inicialmente os ter acusado de só pensarem em si próprios.