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Segundo Second Home Lisboa abre em 2019. É três vezes maior do que o primeiro

O segundo espaço da Second Home em Lisboa vai ser "pelo menos três vezes maior" do que a incubadora do Mercado da Ribeira e abre dentro de 18 meses. É um investimento de 10 milhões de euros.

O Second Home Lisbon abriu em dezembro no primeiro piso do Mercado da Ribeira, com capacidade para chegar aos 250 membros

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

O segundo espaço que a Second Home vai abrir em Lisboa vai ser “pelo menos três vezes maior” do que o primeiro, que desde dezembro acolhe empreendedores e departamentos de inovação de empresas no primeiro andar do Mercado da Ribeira, no Cais do Sodré. O sítio ainda não está escolhido, mas a ideia do ex-conselheiro de David Cameron (que também foi responsável pela implementação da Tech City em Londres) é a de que o projeto esteja concluído dentro de 18 meses, disse ao Observador. O investimento no segundo escritório é de 10 milhões de euros.

Queremos ter um espaço maior, no qual não apoiamos apenas startups e pequenas empresas, mas também scaleups [startups em crescimento acelerado]. Este é o próximo passo. Queremos que Lisboa seja um sítio onde as pessoas começam empresas, mas também onde podem realmente crescer e empregar centenas e centenas de pessoas”, explicou ao Observador Rohan Silva, cofundador da Second Home.

Rohan Silva fundou a Second Home com Sam Aldentou em Londres, mas já tem escritórios em Lisboa e Los Angeles. Foto: João Porfírio/Observador

Quando há quatro anos, Rohan e Sam Aldenton decidiram abrir uma incubadora na capital portuguesa, os investidores do Second Home acharam que eram “doidos”. Mas a verdade é que em dezembro de 2016, os empreendedores conseguiram replicar em Lisboa a incubadora que lançaram em Londres, com 250 lugares disponíveis para membros. Menos de um ano depois, o espaço lisboeta está cheio e cerca de 40% dos ocupantes são internacionais.

O que vimos em Londres é que as empresas que estão na Second Home crescem em média 10 vezes mais do que a média nacional. Aqui, estamos totalmente cheios. Assim que as empresas começam a contratar pessoas e a crescer um bocadinho têm de sair. E quanto mais tempo ficarem connosco, mais podemos ajudá-las a crescer. Por isso, queremos que o segundo espaço tenha uma grande capacidade para scaleups“, afirma.

Sublinhando que o segundo espaço da incubadora em Lisboa vai ser “pelo menos três vezes maior do que o do Mercado da Ribeira”, Rohan Silva acrescenta que a nova incubadora vai organizar eventos públicos, a que toda a gente possa assistir, e ter um programa de formação em empreendedorismo e tecnologia, direcionado para desempregados e todos aqueles que queiram aprender competências digitais.

Em Londres, vi algumas das consequências negativas do crescimento e o que mais quero para Lisboa é evitar muitas destas consequências, como por exemplo, que as pessoas que se sintam excluídas da tecnologia, empreendedorismo ou da Web Summit, o que pode ser fácil de acontecer se fores mais velho ou não tiveres estudado na Universidade. É muito fácil sentires-te excluído e um pouco zangado que tudo isto esteja a acontecer na tua cidade e fiques de fora”, explica Rohan.

Um dos focos do ex-conselheiro de David Cameron é ajudar pessoas mais velhas a aprender competências digitais, “pessoas com 60 anos que querem começar negócios”, diz. Sobre o segundo Second Home Lisboa, diz que ainda não tem o sítio escolhido, mas que estão “ativamente à procura” e que é importante juntar pessoas que vêm de diferentes contextos.

“É da diversidade que vem a criatividade. Acho que é muito importante que os empreendedores estejam rodeados de pessoas de idades diferentes, backgrounds diferentes, diferentes nacionalidades. É daí que chegam as novas ideias e é uma das coisas que adoro em Lisboa. Acho que é muito importante que todos tentemos proteger isso”, afirma.

“É triste que alguns negócios locais” estejam a fechar em Lisboa

Em matéria de desilusões com a capital portuguesa, diz que “é triste que algumas das pastelarias e restaurantes locais” pelos quais se apaixonou há três, quatro anos já estejam a fechar. “Espero realmente que os legisladores protejam estes negócios e os designem como património a conservar. Mas isso não parece estar a acontecer e a Second Home não teria investido em Lisboa se não estivessem aqui esses restaurantes. Fazem parte da alma de Lisboa, do que faz Lisboa especial”, diz.

O responsável pela implementação da Tech City no Reino Unido e ajudou a tornar a zona de East London no epicentro da tecnologia britânica — em cinco anos, o bairro tornou-se na casa de mais de 5.000 empresas tecnológicas — diz ao Observador que vivemos numa época “em que as cidades à volta do mundo se tornam cada vez mais parecidas, mas que as pessoas criativas querem estar em sítios que são diferentes”, afirma.

“Lisboa já é a cidade número um em termos de criatividade e tecnologia na Europa. Não há nenhuma razão para Lisboa não se tornar numa cidade que está nos primeiros lugares do ranking mundial de cidades criativas se os eventos tradicionais forem protegidos, se forem construídas casas suficientes. Porque as pessoas criativas não tiverem dinheiro para viver aqui, isso vai ser um problema”, afirmou.

Além do segundo escritório em Lisboa, a Second Home vai abrir outro em Los Angeles e mais dois espaços em Londres. O espaço do Mercado da Ribeira abriu em dezembro de 2016 250 lugares disponíveis para empreendedores, criativos e grandes empresas. Projeto foi assinado pelos arquitetos da conceituada Selgas Cano.

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