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Frango cru servido a crianças numa escola básica em Queijas gera revolta dos pais

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Imagens de um prato com frango cru que terá sido servido a crianças na escola EB23 Noronha Feio, em Queijas, está a gerar revolta entre os pais do estabelecimento de ensino.

A imagem de um prato com frango cru que terá sido servido na passada segunda-feira na EB23 Noronha Feio, em Queijas, está a gerar grande indignação nos pais do estabelecimento de ensino, incrédulos com o sucedido. As fotografias começaram a circular nas redes sociais e rapidamente se começaram a espalhar.

Almoço escolar. Tirem as ilações. Escola EB 2/3 Noronha Feio Lisboa. Apee Noronha Feio

Posted by Carlos Da Fonseca on Monday, October 16, 2017

Um aluno do segundo ciclo contou à TVI que comeu a carne “por não saber que fazia mal”. “A professora verificou que o frango estava cru e disse aos alunos para não comerem o frango e só o arroz. Acontece que, e isso vê-se nas fotos que foram partilhadas, o sangue do frango já estava espalhado e muitos miúdos nem o arroz comeram, como foi o caso do meu filho”, explicou também a mãe de um aluno ao canal.

Isabel Amaral Nunes, presidente da Associação de Pais da EB23 Noronha Feio, falou também sobre o sucedido, que descreveu como “impensável”. “Estamos a falar de crianças, de jovens, de comida e é impensável ver uma coisa destas no prato de uma criança. É uma situação grave e de saúde pública”, salientou.

De referir que a Federação Regional de Lisboa das Associações dos Pais (Ferlap) já tinha alertado há duas semanas vários exemplos de refeições escolares sem a qualidade e/ou quantidade necessárias, mostrando nessa altura imagens de escolas de Oeiras, Amadora e Odivelas. “Há escolas onde é possível contar os grãos de arroz que estão no prato. Na semana passada, uma mãe contou que houve uma refeição apenas de arroz com feijão. O primeiro responsável são as escolas que têm de vigiar o que é dado aos seus alunos”, disse Isidoro Roque, líder da Ferlap.

Instado sobre estes casos, o Ministério da Educação tinha dito ao Observador que a Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares já tinha recebido reclamações de algumas escolas no presente ano letivo por causa da má qualidade das refeições servidas aos alunos. “Na maioria evidenciava-se o baixo nível da qualidade dos produtos utilizados pelas empresas adjudicatárias”, assumiu uma fonte oficial do Ministério.

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