Os casos de paludismo registados em Cabo Verde desde o início do ano ultrapassam já os 300, mas o número de diagnósticos caiu no mês de outubro relativamente a setembro, o pior mês do ano com 132 registos.

De acordo com o mais recente relatório epidemiológico do Serviço de Vigilância Integrada de Resposta a Epidemias, desde o início do ano e até 15 de outubro tinham sido registados em Cabo Verde 316 casos de malária, ou paludismo, entre contraídos localmente e importados, dois dos quais resultaram em morte.

Em outubro, foram registados 34 casos de paludismo, número que contrasta com os 132 detetados em setembro, o pior mês do ano até agora.

Nas duas primeiras semanas do mês, foram registados uma média de 13 casos por semana, enquanto na terceira semana o número de registos subiu para 20.

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Em setembro, a média semanal de casos de paludismo registados atingiu os 26.

A maioria dos casos foi detetada na cidade da Praia, sendo que os doentes são na sua maioria homens com mais de 20 anos.

Cabo Verde regista em 2017 o maior número de casos de paludismo em quase 30 anos.

Apesar da diminuição dos casos, as autoridades mantêm a vigilância e as equipas de pulverização nos bairros com mais casos na cidade da Praia e alertam para o facto de outubro e novembro serem tradicionalmente meses de pico de infeções por paludismo.