Mais de 40 mil voluntários vão estar a partir desta sexta-feira em supermercados de todo o país a pedir aos consumidores que contribuam para a próxima campanha do Banco Alimentar Contra a Fome, destinada a apoiar 420 mil pessoas. Para contribuir, quem for aos supermercados e hipermercados até domingo, poderá aceitar um dos sacos de plástico da campanha que têm escritos os produtos necessários, comprar e, no final, entregar o saco com o que escolheu aos voluntários. Há ainda a modalidade de comprar vales nas caixas para ajudar.

“É muito importante não nos esquecermos que, no dia-a-dia, ainda há pessoas que precisam de ajuda para comer, principalmente numa altura como o Natal, onde ter a família reunida à volta de uma mesa é um desejo que nos cabe a nós concretizar”, afirmou a presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome, Isabel Jonet.

“É bom saber que ainda há desejos que podemos tornar realidade” é o tema deste ano da campanha, que vai decorrer até domingo em mais de dois mil supermercados e hipermercados de todo o país, segundo o Banco Alimentar Contra a Fome (BACF).

A ação de recolha de alimentos destina-se a apoiar mais 2.645 instituições de solidariedade. O Banco Alimentar conta ainda com o apoio de empresas e entidades, que se associam à causa, disponibilizando equipamentos e serviços, tais como transportes, publicidade, comunicação, seguros, segurança e alimentação.

Um estudo realizado pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (CESOP) da Universidade Católica Portuguesa, em parceria com o Banco Alimentar e a Entrajuda, revela que 67% das famílias apoiadas por instituições de solidariedade têm rendimentos mensais líquidos inferiores a 500 euros. Quase metade das 1.465 famílias inquiridas no final de 2016 tem crianças e jovens a cargo. O estudo refere ainda que o número de pessoas assistidas por instituições que esteve “uma vez ou outra” sem comer durante um dia inteiro “aumentou de forma significativa” entre 2014 e 2016, passando de 18% para 26%.