O chefe do Estado-Maior da Armada, Silva Ribeiro, afirmou esta terça-feira esperar que o programa de construção de navios para a Marinha continue após a entrega dos patrulhas em 2018, visando a substituição das corvetas.

“Neste momento temos em construção dois navios de patrulha oceânicos, um será entregue em junho e outro em novembro. [de 2018]. Esperamos que esse programa continue com a construção de outros navios para substituir as nossas corvetas que já tem mais de 40 anos”, disse.

O almirante António Silva Ribeiro falava aos jornalistas no final da cerimónia que assinalou, na Praça do Comércio, Lisboa, os 700 anos da criação da Marinha portuguesa.

Silva Ribeiro acrescentou que, no “quadro de normalidade” de substituição dos meios, já este ano foram incorporados dois navios da classe Tejo e que em 2018 espera incorporar mais três para substituir os navios patrulha Cacine.

Questionado sobre as dificuldades do ramo em ter efetivos para as necessidades, Silva Ribeiro adiantou que este ano esse quadro foi invertido e que “em quase todos os setores” há neste momento militares suficientes.

“Ainda temos alguma dificuldade nos fuzileiros, gostaríamos de ter um leque de escolha mais abrangente e ainda não foi possível, mas notámos um incremento considerável nos voluntários para prestar serviço nos fuzileiros”, disse.

O almirante Silva Ribeiro lembrou que em 2018 e ao fim de 14 anos, os fuzileiros voltarão a integrar Forças Nacionais Destacadas, desta vez na Lituânia, estando também previsto o empenhamento em missões na região do Golfo da Guiné, em parceria com as marinhas de França e Espanha.

No ano em que se completam 700 anos de história da Marinha portuguesa, Silva Ribeiro apontou como principais desafios a “extensão da plataforma continental e o exercício da autoridade nesses espaços”, considerando que irá exigir “um esforço suplementar”.