Rádio Observador

Salário Mínimo Nacional

Arménio Carlos diz que CGTP vai intensificar dinâmica reivindicativa nas empresas

495

A CGTP vai intensificar a dinâmica reivindicativa nas empresas até que o Governo aceite atualizar o salário mínimo para 600 euros, disse o secretário-geral, Arménio Carlos.

MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

A CGTP vai intensificar a dinâmica reivindicativa nas empresas até que o Governo aceite atualizar o salário mínimo para 600 euros, disse esta sexta-feira o secretário-geral, Arménio Carlos, no final de um plenário numa empresa em Rio Maior.

“A CGTP vai lançar uma dinâmica muito forte reivindicativa nas empresas para que nenhuma empresa possa ter um salário mínimo de referência inferior aos 600 euros”, disse Arménio Carlos à agência Lusa no final de um plenário de Trabalhadores na PanPor – Produtos Alimentares SA.

Para o secretário-geral da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional (CGTP-IN), “a luta dos trabalhadores vai ser determinante” para criar condições de aumento quer do salário mínimo quer “de todos os outros salários”.

Um aumento “indissociavelmente ligado ao facto de continuarmos a ter um número significativo de empresas que não querem distribuir os lucros pela via da melhoria dos salários e das condições de vida e de trabalho dos trabalhadores”, por um lado.

E, por outro, “por via de uma legislação laboral que continua a desequilibrar as relações de trabalho”, acrescentou Arménio Carlos, vincando a “responsabilidade acrescida” do Governo na revogação da atual legislação do trabalho.

“Não conseguiremos encontrar soluções para os problemas do país, nem dar-lhe uma perspetiva de futuro e de progresso e justiça social enquanto não se promover a revogação gravosa das normas de trabalho”, afirmou Arménio Carlos, considerando a empresa PanPor um exemplo dos “problemas graves” que Portugal atravessa “do ponto de vista da negociação, da prepotência, autoritarismo e arrogância por parte de algumas administrações”.

O líder da CGTP falava à Lusa no exterior da empresa, onde os jornalistas não foram autorizados a entrar, no final de um plenário em que os trabalhadores decidiram “encetar uma grave de meia hora por dia, a partir do dia 02 de janeiro e por tempo indeterminado, até que a administração aceite dialogar”, explicou à Lusa Dionísio Estêvão, do SINTAB — Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal.

Segundo o mesmo responsável, em causa está o facto de a empresa ter “excluído os 30 minutos da refeição da contagem do tempo de trabalho”, situação que os trabalhadores querem ver revertida.

No caderno reivindicativo entregue à administração é ainda exigido um aumento salarial de 50 euros acima do salário mínimo nacional, o fim das diferenças salariais na mesma função e o pagamento do prémio de assiduidade, entre outras questões salariais.

No que toca a horários, os trabalhadores exigem o fim do sistema de “folgas semanais a qualquer dia da semana, sem o consentimento do trabalhador”, e o fim da “alteração dos horários de trabalho depois de afixados”, explicou o dirigente sindical.

As reivindicações estendem-se ainda à melhoria das condições do refeitório e dos balneários, disse Dionísio Estêvão, referindo também “o assédio moral praticado por algumas chefias”, dando com exemplo “a pressão exercida para saber quem iria participar nos plenários de hoje”.

No primeiro plenário, realizado sexta-feira de manhã, participaram cerca de 40 dos 300 trabalhadores da empresa (alguns dos quais contratados através de empresas de prestação e serviços). Um novo plenário será realizado às 17h00.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)