O primeiro-ministro, António Costa, revelou esta segunda-feira, num almoço com empresários do norte do país, na Fundação AEP, no Porto, que tanto o défice como a dívida vão ficar abaixo das estimativas.

A dívida “terá sido de 126,2%” do Produto Interno Bruto (PIB) do ano passado, “ou seja, melhor do que os 127% que se tinha estimado inicialmente”. O défice “rondará seguramente o 1,2%” do PIB do ano passado, “francamente abaixo de 1,5%, que era a meta inicial”.

Foi possível prosseguir a trajetória de redução do défice público e de forte redução da dívida pública que, desde outubro, como estava previsto, inverteu uma tendência de crescimento, que vinha de há vários anos”, disse ainda António Costa.

O Governo tinha inscrito um défice de 1,6% do PIB no Orçamento do Estado para o ano passado, reviu para 1,5% quando enviou o Programa de Estabilidade para Bruxelas, e em 21 de dezembro António Costa anunciou que o défice iria ficar “abaixo dos 1,3%”.

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Já o ministro das Finanças, Mário Centeno, recusou avançar com números mas mostrou-se confiante “naquilo que foi o desempenho orçamental português em 2017, naquilo que ele também traz de boas notícias para o desempenho orçamental em 2018”.

Centeno, que falava aos jornalistas em Bruxelas, onde está para uma conferência sobre o Orçamento da União Europeia disse ainda que “a economia portuguesa começa o ano com uma pujança e um ritmo de crescimento bastante interessante”. “Vamos manter esta rota também aí de credibilidade e de cumprimento de metas, como temos feito até aqui”, garantiu.