Rádio Observador

Comissão Europeia

Juncker contra ideia “estúpida” de enfraquecer política de coesão e PAC

Jean-Claude Juncker declarou-se contra a "vontade estúpida, passageira e irrefletida que consiste em organizar um atentado contra as políticas de coesão e agrícola comum".

ARIS OIKONOMOU/EPA

Autor
  • Agência Lusa

Estrasburgo, França, 06 jan (Lusa) — A Comissão Europeia opõe-se à vontade “estúpida” de alguns de “atentar” contra as políticas de coesão e política agrícola comum (PAC) no quadro das negociações sobre o orçamento plurianual da União Europeia, disse hoje Jean-Claude Juncker.

Num debate no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, sobre o futuro da Europa, o presidente do executivo comunitário abordou a questão do quadro financeiro da União pós-2020 para defender que a Europa deve dotar-se de um orçamento à medida das “ambições e objetivos que proclama”, rejeitando cortes drásticos em áreas fundamentais.

“Será preciso reduzir os números da política de coesão e da PAC, mas eu sou contra esta vontade estúpida, passageira e irrefletida que consiste em organizar um atentado contra as políticas de coesão e agrícola comum. Isso não vai funcionar e a Comissão não irá seguir essa via”, asseverou.

Apontando que não defende aumentos sem limites no orçamento da União e reconhecendo que é necessário proceder a poupanças inteligentes – até porque a União perderá um dos seus maiores contribuintes, o Reino Unido -, Juncker defendeu, todavia, que é necessário que, “ao longo dos próximos 11 meses, se chegue a acordo sobre os objetivos da UE” antes de se abordar os números.

Para o presidente da Comissão Europeia, é preciso que se discuta “primeiro o conteúdo e depois os números, não o inverso”.

“Uns dizem que não querem pagar mais, outros dizem que não querem receber menos. É uma equação que não funcionará. Será necessário fazer poupanças em várias áreas, mas poupanças que façam sentido”, disse, reforçando que, nos domínicos da política de coesão e da PAC, “onde puderem ser feitas poupanças inteligentes, a Comissão apresentará propostas nesse sentido”.

Juncker intervinha num debate sobre o futuro da Europa com a participação do primeiro-ministro da Croácia, Andrej Plenkovic, o segundo de um ciclo de debates no Parlamento Europeu com chefes de Estado e de Governo da UE, iniciado em janeiro com o chefe de Governo irlandês, Leo Varadkar, e que prosseguirá em 14 de março com a presença em Estrasburgo do primeiro-ministro português, António Costa.

Na semana passada, por ocasião de uma deslocação a Bruxelas, Costa voltou a fazer a defesa da política de coesão, defendendo que esta “é a política europeia que mais tem contribuído para a unidade na diversidade europeia” e “grande parte do sucesso da União Europeia deve-se à sua política de coesão”.

Considerando-a “uma marca identitária da União Europeia, cujos objetivos permanecem hoje tão centrais como quando foi criada”, António Costa defendeu que “a coesão não pode nem deve ser a variável de ajustamento do próximo Quadro Financeiro Plurianual”, mas sim “dispor de uma maior flexibilidade na sua definição e implementação, combinando a sua abordagem territorializada com um maior enfoque nos seus principais beneficiários: as pessoas”.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)