FC Porto

725 jogos (históricos) depois pelo Real, Casillas torna-se centenário pelo FC Porto

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Casillas foi uma das maiores contratações de sempre de um clube português mas, após dois anos como indiscutível, perdeu o lugar para José Sá. Ainda assim, foi a tempo de tornar-se centenário pelo FCP.

Iker Casillas foi titular indiscutível do FC Porto durante dois anos até passar a ser a sombra de José Sá na baliza

AFP/Getty Images

O FC Porto realizou a 7 de fevereiro o oitavo encontro oficial do ano civil. Em condições normais, Iker Casillas teria jogado em cinco: Feirense, V. Guimarães, Tondela, Moreirense e Sp. Braga, todos para o Campeonato; ao invés, esteve em três partidas: com o Moreirense, para a Taça de Portugal, e com o Sporting, na Taça da Liga e na Taça de Portugal. Aos 36 anos, o espanhol foi relegado à condição de suplente por José Sá mas nem por isso deixou de fazer história nos dragões.

Ao regressar à titularidade na recepção aos leões, a contar para a primeira mão da meia-final da Taça de Portugal, o número 1 azul e branco tornou-se o décimo guarda-redes do clube a chegar à barreira centenária em encontros oficiais: de 2015/16 para cá, fez 73 jogos no Campeonato, quatro na Taça de Portugal, três na Taça da Liga (provas onde nunca tinha feito sequer um minuto até à presente temporada), 18 na Liga dos Campeões e dois na Liga Europa, tendo sofrido 73 golos.

Antes, apenas nove guardiões tinham alcançado o feito pelo FC Porto: Vítor Baía (566 jogos), Helton (334) e Barrigana (324) são os três com mais jogos, seguidos de Américo, Zé Beto, Rui Teixeira, Fonseca, Tibi e Acúrsio.

Contratado ao seu clube de sempre, o Real Madrid, em 2015, Casillas foi uma das contratações mais sonantes de sempre de um clube português a nível de currículo: além de ser campeão mundial e bicampeão europeu de seleções, o guarda-redes ganhou um total de 18 títulos pelos merengues (cinco Campeonatos, duas Taças, quatro Supertaças, três Ligas dos Campeões, duas Supertaças Europeias, um Mundial de Clubes e uma Taça Intercontinental), num total de 725 jogos.

Curiosamente, e desde que se estreou pelos blancos, houve sempre uma espécie de maldição sempre que deixava de ser titular indiscutível: César, que lhe tirou o lugar em 2001/02, lesionou-se e teve de sair na final da Liga dos Campeões com o Bayer Leverkusen; poucos dias depois, Cañizares, que era apontado como possível titular da seleção espanhola no Mundial da Coreia do Sul/Japão, cortou um pé depois de ter deixado cair um frasco de perfume e falhou a prova; dez anos depois, em 2012, Adán perdeu na estreia no La Rosaleda com o Málaga e, no jogo seguinte no Bernabéu, foi expulso com a Real Sociedad logo aos cinco minutos. Em Portugal, a história foi outra e José Sá está cada vez mais forte e confiante na baliza azul e branca, como se viu na recente receção ao Sp. Braga onde teve uma das melhores exibições no Dragão.

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