A administração de Donald Trump quer tornar mais difícil a obtenção de residência permanente nos Estados Unidos aos aos imigrantes que tenham recebido qualquer tipo de apoios públicos, como o acesso à rede pré-escolar pública, mesmo que estes benefícios tenham sido dados aos filhos nascidos no país, ou seja, já com nacionalidade norte-americana, avança a agência Reuters.

Numa mudança radical na política que tem vindo a ser seguida nas últimas décadas nos Estados Unidos, um esboço das regras que estão a ser preparadas pelo Departamento de Segurança Interna vão dar às autoridades o poder de escrutinar todo o tipo de apoios públicos recebidos pelos imigrantes que pretenderem obter residência permanente.

As autoridades querem avaliar o custo para o erário público que estes cidadãos poderiam, em teoria, representar, caso obtivessem residência permanente ou fossem naturalizados norte-americanos.

Para isso, de acordo com a Reuters, as regras que a administração norte-americana estará a criar querem ter em conta todo o tipo de apoios, como o acesso à rede pré-escolar pública, apoio para a alimentação, descontos nas contas da eletricidade, água e gás e apoios para o pagamento de seguros de saúde.

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“Não residentes que recebem apoio público não são autossuficientes e estão a contar com o governo federal, estatal e entidades locais para ter os recursos em vez das suas famílias, patronos ou organizações privadas. (…) O recebimento de fundos públicos da parte de um imigrante é feito à custa do dinheiro dos contribuintes e a disponibilidade de apoios públicos pode ser um incentivo para que estes imigrem para os Estados Unidos”, diz o documento citado pela agência Reuters.

De acordo com um porta-voz do Departamento de Segurança Interna, as autoridades estão empenhadas em fazer cumprir a lei existente que foi criada “com o propósito claro de proteger o contribuinte americano”.