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Congresso do PSD

Pedro Duarte está fora, mas defende “renovação de rostos” no PSD

Está fora da atividade partidária e assim vai continuar. Pedro Duarte diz ao Observador que faria diferente de Rio na escolha de novos rostos para a equipa. E que seria "ridículo" não apoiar Marcelo.

Em entrevista ao Observador, no 37.º Congresso do PSD, Pedro Duarte diz esperar uma “renovação” das ideias no PSD. “Em tese, é mais fácil termos renovação de ideias quando temos renovações de rostos”. O antigo dirigente social-democrata não esconde que gostava de ver “alguma renovação de rostos”, mas admite que a “mistura” de experiência e novos conhecimentos pode trazer um equilíbrio útil ao PSD — em causa está, por exemplo, o convite a Nuno Morais Sarmento para ser o primeiro vice-presidente de Rui Rio.

De fora da atividade política ativa continua o próprio Pedro Duarte. Dá um “contributo ao nível das ideias” mas mantém-se focado na sua vida profissional. “Não quero ocupar cargos”, garante, apesar de não abdicar de apresentar moções setoriais, como fez neste congresso. “Aquilo que tentei com o Carlos Moedas foi trazer um debate um pouco mais substantivo sobre questões bastante complexas” na sociedade. Questões como as desigualdades e as ruturas tecnológicas são focadas na moção de Pedro Duarte e do comissário europeu Carlos Moedas.

Nessa linha de presença partidária mais discreta, Pedro Duarte recusa comentar a possibilidade de Carlos Moedas vir a candidatar-se a líder do PSD num futuro mais ou menos próximo. “Sabemos que o contexto é difícil mas faltam dois anos para as eleições legislativas”, assinala, pedindo espaço para que o partido tenha “todas as condições em 2019” para vencer as legislativas:

A última coisa que qualquer um de nós quer é colocar cascas de banana” no caminho do novo líder, diz.

Rio tem “uma vantagem” que passa por não estar “ligado a um momento anterior à viragem económica” do país. “O PSD ficou agarrado a uma agenda” que “não faz sentido em 2018” e é essa a grande vantagem do novo líder do partido.

Antes das eleições presidenciais ainda haverá europeias e autárquicas. Pedro Duarte assinala essa distância do calendário mas defende que, “caso Marcelo Rebelo de Sousa queira recandidatar-se” a Belém, “não pode haver qualquer dúvida” — seria até “ridículo” — “que o PSD pusesse em causa” esse apoio.

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