Kia e Hyundai pertencem ao mesmo grupo coreano, mas têm estratégias distintas para atingir o mesmo objectivo, que obviamente passa por vender a maior quantidade de veículos no segmento C, o mais relevante comercialmente no mercado europeu. Enquanto a Hyundai apostou no desportivo i30 N, com 275 cv, a Kia decidiu que fazer frente ao Renault Mégane R.S. não era a melhor solução para atrair novos clientes.

Em matéria de desportivos, a Kia vai continuar a oferecer uma versão mais modesta, na prática um Ceed GT, com motor 1.6 Turbo e pouco mais de 200 cv, sempre com carroçaria de cinco portas, uma vez que a mais recente geração nunca irá disponibilizar versão de três portas. Mas se, por um lado, abre mão de um desportivo mais assanhado, faz questão de complementar a gama com uma shooting brake, uma carrinha mais estilizada que troca uma maior capacidade de mala por um estilo mais elegante. Similar, em tudo, ao protótipo Proceed.

A shooting brake surgirá em 2019, cerca de seis meses depois da carrinha Ceed convencional que, tal como a actual, se denominará Ceed SW. A elegância da shooting brake vai explorar devidamente os melhores materiais dentro do habitáculo, que as restantes  versões também oferecem, com plásticos macios a conferirem ao modelo uma qualidade percebida superior.

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Em 2019, será ainda introduzida uma versão SUV do Ceed, construída sobre a mesma plataforma, com a Kia a ter de encontrar uma solução que o permita colocar entre o Stonic e o Sportage. O mais provável é que o novo SUV se cole à estratégia da Volkswagen e se assuma como um modelo pouco mais comprido do que o Stonic (como o T-Roc em relação ao T-Cross, que irá surgir em breve), mas mais curto e baixo do que o Sportage (tal como o T-Roc face ao Tiguan).

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Todas estas versões do Ceed usufruirão de motorizações a gasolina e diesel, mas igualmente híbridas e híbridas plug-in, esta última com capacidade de percorrer um mínimo de 50 km em modo 100% eléctrico.