BCE

Eurogrupo e Portugal apoiam nomeação do espanhol De Guindos para vice-presidente do BCE

Os ministros das Finanças da zona euro apoiaram a designação do ministro espanhol para a vice-presidência do BCE. Portugal considera que De Guindos "reúne todas as condições".

Javier Lizon/EPA

Os ministros das Finanças da zona euro, reunidos em Bruxelas, apoiaram esta segunda-feira a designação do ministro espanhol Luis de Guindos para suceder a Vítor Constâncio na vice-presidência do Banco Central Europeu (BCE).

Com a ‘luz verde’ do Eurogrupo, anunciada por Mário Centeno na sua conta na rede social Twitter, o Conselho de Ministros das Finanças da União Europeia (Ecofin) deverá adotar formalmente esta terça-feira a recomendação para o Conselho Europeu, composto pelos chefes de Estado e de Governo da UE, que consultará então o Parlamento Europeu e o Conselho de Governadores do BCE, devendo adotar a sua decisão final na cimeira de 22 e 23 de março próximo.

Luis de Guindos, que ficou com o caminho aberto para a vice-presidência do BCE depois de a Irlanda ter retirado a candidatura do governador do banco central irlandês, Philip Lane, deverá iniciar o seu mandato de oito anos em 1 de junho, data em que sucederá a Constâncio, que ocupa o cargo desde junho de 2010.

De Guindos “reúne todas as condições”, considera Portugal

O Governo português saudou esta segunda-feira a escolha do ministro da Economia espanhol para suceder a Vítor Constâncio na vice-presidência do Banco Central Europeu, considerando que Luis de Guindos “reúne todas as condições para desempenhar essa função com total independência”.

O secretário de Estado das Finanças, Ricardo Mourinho Félix, que representa Portugal nas reuniões dos ministros das Finanças da zona euro desde que Mário Centeno é presidente do Eurogrupo, comentou no final do encontro em Bruxelas que Luis de Guindos tem “boas credencias para ser um ótimo vice-presidente do BCE” e refutou a ideia do perigo de uma “politização” da instituição por ter sido escolhido um ministro das Finanças e não um governador de banco central.

“Não, não compreendo (as críticas), porque um banqueiro central é um decisor central, decide sobre política monetária, que também é uma política e uma política bastante importante. É uma política que os países que decidiram entrar na área do euro decidiram nessa altura entregar ao BCE, e portanto acho que é fundamental que à frente do BCE tenhamos decisores políticos experimentados, que estão habituados a decidir em situações de stresse, em situações de pressão, e portanto acho que Luis de Guindos reúne todas as condições para desempenhar essa função com total independência. Não me parece que exista aqui qualquer questão a esse nível”, declarou.

O secretário de Estado recordou que “o Governo português considerou que De Guindos reunia as condições para ter o apoio de Portugal”, lembrando a sua “experiência bastante grande”, em particular os seis anos enquanto ministro da Economia espanhol, período durante o qual enfrentou uma crise grave, da qual o país saiu com um crescimento robusto.

Mourinho Félix rejeitou por isso que o apoio de Portugal tenha sido uma “moeda de troca” por Espanha ter apoiado Mário Centeno para a presidência do Eurogrupo.

“Não há nenhuma moeda de troca. Mas Portugal e Espanha têm relações históricas. Não é deste Governo nem do atual Governo espanhol, é de muitos governos de há muitos anos e portanto é algo que também surge como natural. Mas não há aqui nenhuma moeda de troca por coisa nenhuma”, assegurou.

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