Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

Rui Rio tem esta terça-feira o primeiro encontro oficial como líder da oposição com António Costa. Numa breve entrevista à RTP, o novo líder do PSD disse que espera ter uma relação “normal e civilizada” com o primeiro-ministro, já que se conhecem “há tanto tempo”. Enquanto caminhava pela sede do PSD, Rui Rio disse ainda que cada um vai defender o seu partido” e que vão “certamente conversar”.  Na mesma entrevista, Rio desvalorizou o crescimento de 2,7% que o Governo conseguiu em 2017, dizendo que já está a “definhar”. E atirou, numa alusão à célebre frase de António Guterres: “Há mais vida para além do crescimento do PIB”.

Sobre a mudança para Lisboa, Rio disse que se “dá bem” com a capital, lembrando que viveu 10 anos em Lisboa. Confessou que tinha casa própria, mas que a vendeu. O que lamenta: “Agora dava-me jeito”. Quanto à polémica escolha de Elina Fraga para vice-presidente, Rui Rio quis fugir à questão: “A doutora Elina Fraga está 100% à disposição, 24 horas por dia, para explicar o que fez na Ordem dos Advogados”.

Rio disse ainda que “se correr bem” a sua presidência “há-de ser uma liderança longa”, embora tenha acrescentado que essa longevidade é “relativa”. “Dez anos?”, perguntou a jornalista. Ao que Rio limitou-se a comentar: “Dez anos, isso foi o que esteve o professor Cavaco Silva”.

Rui Rio explicou que ficar no PSD caso perca as legislativas depende de “muitos fatores”: depende do “resultado”, da “forma como as coisas forem feitas” e das “alternativas que possa haver”. Ainda assim, Rio prometeu “fazer tudo o que estiver” ao seu alcance para vencer as eleições.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR