O princípio de cada ano é marcado pela apresentação dos novos fórmulas, os carros com que as equipas inscritas em mais um Campeonato do Mundo de F1 vão disputar os primeiros lugares nas corridas da época, que este ano vão ser 21, com a primeira a ter lugar na Austrália, a 25 de Março, para o encerramento ter lugar a 25 de Novembro, em Abu Dhabi.

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Em 2018, vão ser 10 as equipas presentes, todas elas com dois pilotos cada, mas apenas quatro fabricantes de motores vão estar presentes, com a Mercedes, Ferrari e Renault a “armarem” três equipas, e a Honda a motorizar apenas uma, fruto da falta de resultados convincentes nos anos anteriores.

Mas entre os 10 carros novos que vamos ver este ano digladiarem-se nas pistas, o mais esperado era o da Alfa Romeo Sauber F1, uma equipa que se estreia e que junta uma marca com muita história, a Alfa Romeo, a uma das equipas mais antigas, a Sauber, que disputou a primeira época em 1993 (depois de muitos sucessos noutras disciplinas, como no Mundial de Sport Protótipos, em que venceu as 24 Horas de Le Mans) mas sempre com resultados não muito emocionantes.

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Graças à ajuda da Alfa, a equipa criada por Peter Sauber, hoje pertença do fundo de investimentos Longbow Finance, tem finalmente acesso a mecânicas competitivas e, por isso mesmo, a possibilidade de discutir os lugares pontuáveis para o campeonato. Tudo porque Sergio Marchionne, o CEO da Fiat Chrysler Automobiles (FCA), que lidera igualmente a Ferrari e a Alfa Romeo, comprometeu a primeira a fornecer os melhores motores à segunda.

Montar motores da Ferrari não é uma novidade para a Sauber, que os utiliza desde 2010 – depois do abandono da BMW –, mas este ano vai ser a primeira vez que tem acesso a motores ao mesmo nível dos oficiais, em vez de montar mecânicas com pelo menos um ano e, por isso mesmo, menos potentes. E quem lhe faculta o acesso a um dos dois melhores motores da época de 2017 – que deverão continuar a liderar este ano – é precisamente a Alfa Romeo, que assim regressa a uma disciplina em que participou pela primeira vez em 1950, mas que já desde os anos 30 disputava as corridas do que então se chamava Grand Prix, antes da 2ª Guerra Mundial. E é bom recordar que este não é o primeiro motor Ferrari que a Alfa utiliza, uma vez que também os motores do Giulia e Stelvio, na versão Quadrifoglio de 510 cv, foram “feitos” na Ferrari.

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A marca italiana retirou-se entre 1952 e 1978, regressando então à F1 onde esteve activamente até 1985. Ficaram para a história os seus fantásticos motores, do imponente V12 ao 12 cilindros boxer, que motorizou o célebre Brabham BT46, apelidado de aspirador.

A equipa, liderada por Frédéric Vasseur e com Jörg Zender como director técnico (que veio da equipa Audi do Campeonato do Mundo de Resistência), terá como pilotos Marcus Ericsson e Charles Leclerc. Mas todas as atenções vão estar sobre este último, tanto mais que Ericsson não consegue pontuar desde o GP de Itália de 2015, ou seja, há 48 corridas. Já Leclerc, se é o mais jovem e sem qualquer experiência em F1, tem do seu lado a vantagem de se ter tornado Campeão do Mundo de F2 em 2017 e de ser um dos pilotos protegidos da Ferrari, que lhe antecipa um futuro brilhante.