Timor-Leste

Oposição timorense confirma união em coligação Aliança de Mudança para o Progresso

Os três partidos da oposição de Timor-Leste uniram-se numa coligação pré-eleitoral. A Aliança de Mudança para o Progresso vai apresentar-se às eleições antecipadas de 12 de maio.

ANTONIO AMARAL/LUSA

Os três partidos da oposição maioritária em Timor-Leste reuniram-se esta quinta-feira para formalizar a sua união numa coligação pré-eleitoral, a Aliança de Mudança para o Progresso (AMP), que se vai apresentar às eleições antecipadas de 12 de maio próximo.

“O Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT), o Partido Libertação Popular (PLP) e o Kmanek Haburas Unidade Nacional Timor Oan (KHUNTO) decidem formar uma coligação de partidos políticos com fins eleitorais, a Aliança de Mudança para o Progresso (AMP)”, refere o texto da resolução conjunta.

“Os partidos políticos que assinam este acordo decidem a sua abertura e disponibilidade para acolher outros partidos políticos na coligação desde que aceitem aderir aos princípios e objetivos enumerados”, confirma o texto.

A resolução conjunta foi assinada em Díli pelo secretário-geral do CNRT, Francisco Kalbuadi Lay, pelo presidente do PLP, Taur Matan Ruak e pelo fundador do KHUNTO, José Naimori.

Posteriormente poderão associar-se à coligação vários outros partidos, tendo as resoluções aprovadas separadamente pelo CNRT e pelo PLP, hoje em conferências nacionais partidárias, referido pelo menos nove outras forças políticas.

Separadamente e antes da declaração conjunta, cada um dos três partidos aprovou resoluções idênticas que confirmam a constituição da AMP.

O CNRT e o PLP aprovaram resoluções idênticas, respetivamente em tétum e português, em que defendem que os partidos “devem trabalhar de forma séria e empenhada para criar condições de governabilidade” e um “clima de paz e estabilidade” em Timor-Leste.

Os textos consideram que o “esforço de convergência política e programática” dos três partidos nos últimos meses “contribuiu para a formação de um capital de esperança para a abertura de um novo ciclo político em Timor-Leste”.

A formação da coligação, defendem os partidos nas suas resoluções, “contribuirá para menor dispersão de votos e menor fragmentação de mandatos no Parlamento Nacional, favorecendo a formação de uma maioria parlamentar que garanta a estabilidade governativa”.

Os partidos dizem que com a coligação pretendem responder “de forma construtiva aos apelos que nesse sentido têm sido dirigidos pelo povo”, comprometendo-se a promover um espaço “abrangente, inclusivo e aberto à sociedade civil e outros partidos políticos”.

Em concreto, as duas resoluções referem o Partido Milenium Democrático (PMD), o Partido Liberta Povo Aileba (PLPA), o Partido Socialista de Timor (PST), o Partido Social Democrata (PSD), o Partido Democrata Cristão (PDC) e o Partido de Desenvolvimento Popular (PDP).

Referem ainda o Partido Movimento Libertação Povo Maubere (MLPM), o Partido do Desenvolvimento Nacional (PDN) e o Partido Democrático Republica Timor (PDRT).

Mais curto foi o texto da resolução do Kmanek Haburas Unidade Nacional Timor Oan (KHUNTO), que confirmou apenas a decisão de aderir à AMP.

A campanha para as eleições antecipadas para eleger o novo Parlamento Nacional de Timor-Leste decorrerá entre 10 de abril e 9 de maio.

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