A chanceler alemã, Angela Merkel, anunciou este sábado a vontade de “tornar realidade” um imposto comercial comum a França como “reação” ao protecionismo imposto pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

Em Washington, Trump anunciou a imposição de taxas alfandegárias sobre as importações de aço e alumínio, devendo o aumento dos preços prejudicar as indústrias que usam este produto, como fabricantes de automóveis e aviões ou fornecedores de materiais de construção.

Trump anunciou que vai impor uma taxa alfandegária de 25% a partir da próxima semana sobre aço importado e 10% sobre o alumínio, importações estas que, disse, são uma ameaça à segurança nacional dos EUA.

Hoje, na sua tradicional mensagem semanal em vídeo, Merkel referiu que, após a reforma fiscal de Trump, o Governo alemão está a seguir com atenção o impacto da medida na competitividade das pequenas e médias empresas alemãs.

“Isso significa que, se pensarmos em como vamos desenvolver uma base comum para os impostos sobre as empresas na França e na Alemanha, então também teremos em conta as realidades que temos atualmente nos Estados Unidos”, disse Merkel, indicando esperar por resultados nesse sentido até ao fim deste ano.

A Alemanha e a França já tinham dado conta do interesse em avançar juntos nalgumas questões, como na harmonização do imposto sobre as empresas, uma das apostas contidas na agenda reformista do Presidente francês, Emmanuel Macron.

Também como forma de pressão, o coordenador para a Cooperação Transatlântica do Governo alemão, Jurgen Hardt, indicou hoje que irá seguir, em breve, para Washington, onde irá analisar com as autoridades norte-americanas a situação criada com a decisão de Trump.

Num comunicado, o coordenador explicou ser necessário, mais do que nunca, um diálogo de cooperação entre a Alemanha e os Estados Unidos, “com respostas comuns e soluções”, apesar das diferentes opiniões sobre as políticas comerciais.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR