Holocausto

Morreu o “contabilista de Auschwitz”

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Foi dos últimos condenados pelos crimes cometidos pela Alemanha nazi durante o holocausto, mas não chegou a cumprir pena. Oskar Gröning morreu aos 96 anos.

TOBIAS SCHWARZ/AFP/Getty Images

Oskar Gröning foi um dos últimos acusados num julgamento sobre os crimes nazis, ficou conhecido como “o contabilista de Auschwitz”, por ter sido responsável por confiscar o dinheiro que traziam os presos quando entravam nos campos de concentração. Morreu esta segunda-feira, aos 96 anos.

O sua pena, de quatro anos de prisão, foi conhecida em 2015 e era relativa a crimes cometido num dos períodos mais negros da história, o holocausto. Foi o último julgamento sobre aquele tempo. Gröning foi condenado por ser cúmplice no assassinato de pelo menos 300 mil pessoas em Auschwitch, onde começou a trabalhar quando tinha apenas 21 anos. Não chegou a cumprir a pena, dada a fragilidade do seu estado de saúde.

Um porta-voz do procurador de Hannover (norte), Oliver Eisenhauer, indicou à agência noticiosa France-Presse ter sido informado do falecimento pelo advogado deste homem condenado em 2015 a quatro anos de prisão por cumplicidade na morte de 300.000 judeus, sem poder confirmá-la oficialmente.

“A única coisa que temos é uma carta do seu advogado segundo a qual ele estaria morto”, disse Eisenhauer, explicando “ainda não dispor” de uma certidão de óbito que deve ser dirigia pelo município às autoridades judiciais, um processo que se pode prolongar por vários dias.

O diário regional alemão Hannoversche Allgemeine Zeitung, e de seguida a radiotelevisão pública NDR, tinham anunciado a morte, citando o advogado. Segundo o semanário Der Spiegel, o antigo SS morreu na sexta-feira no hospital.

No julgamento, Oskar Gröning admitiu que tinha assistido ao assassinato de judeus, mas sempre negou ter sido um cúmplice do que se passava naquele complexo de campos de concentração da Alemanha nazi.

O seu papel em Auschwitz passou por arrecadar e contar o dinheiro que era retirado aos prisioneiros, entretanto mortos, enviando-o posteriormente para a sede da polícia do Estado, as SS, em Berlim. Uma atividade que o próprio chegou a descrever como “uma pequena peça na engrenagem”, declarando-se “inocente”.

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