Brasil

Governadora pede à justiça encerramento da fronteira do Brasil com a Venezuela

Brasil quer fechar fronteira com a Venezuela temporariamente. "Como podemos deixar entrar mais venezuelanos se não conseguimos ainda organizar os que estão aqui?", disse a governadora de Roraima.

Marcelo Sayao/EPA

Autor
  • Agência Lusa

A governadora do estado brasileiro de Roraima, Suely Campos, anunciou esta sexta-feira ter iniciado uma ação judicial no Supremo Tribunal Federal (STF) a pedir o encerramento temporário da fronteira do Brasil com a Venezuela.

“Esta ação [no STF] foi feita para pedir o controlo da fronteira, recursos para o nosso estado e para fechar a fronteira temporariamente”, disse ao portal de notícias brasileiro G1. “Como podemos deixar entrar mais venezuelanos se não conseguimos ainda organizar os que estão aqui?”, disse a governadora, recordando que apenas 260 venezuelanos foram levados para São Paulo e para o Mato Grosso do Sul.

Urge que a União [Governo central brasileiro] tome uma postura mais efetiva em relação à questão migratória no nosso estado de Roraima”, acrescentou. Suely Campos afirmou que diariamente entram pela cidade fronteiriça de Pacaraima, que fica na fronteira do Brasil com a Venezuela, entre 500 e 700 venezuelanos. Muitos dirigem-se a pé para Boa Vista, a capital do estado, em busca de melhores condições de vida.

Segundo informou o G1, na ação interposta neste dia, o estado de Roraima alegou ao STF que é o estado mais pobre do Brasil e não tem condições de oferecer serviços obrigatórios, como saúde e educação, perante o aumento descontrolado do fluxo migratório.

Nos últimos dois anos, milhares de venezuelanos têm deixado o seu país fugindo de uma grave crise social e económica. Muitos atravessam a fronteira com o Brasil para buscar comida ou assistência médica e mal conseguem suprir estas necessidades regressam à Venezuela.

O Governo brasileiro estimou que 170 mil venezuelanos entraram no país entre janeiro 2016 e janeiro de 2018. Deste total, entre 40 mil e 60 mil venezuelanos — divididos em imigrantes e solicitantes de refúgio — permanecem no Brasil.

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