Rádio Observador

Parlamento

Deputado do PS publica recibos de ordenado no Facebook

1.687

Ascenso Simões diz que o fez em resposta à "deriva de ataque aos deputados" que diz existir neste momento. E considera que deve "essa explicação aos eleitores" do seu distrito de eleição, Vila Real.

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

O deputado do PS Ascenso Simões publicou esta manhã nas redes sociais os recibos de vencimento como deputado na Assembleia da República. Ao Observador explica que o fez porque considera que existe “uma deriva de ataque aos deputados e às suas realidades próprias”: “dadas as circunstâncias do momento que vivemos, eu devo essa explicação aos eleitores do meu distrito”.

Eleito por Vila Real, o deputado manteve sempre residência no seu círculo de eleição — “a minha família vive em Vila Real” — e no vencimento que expôs esta manhã mostra que recebeu, no mês de abril, 1.920,72 euros com os subsídios a que os deputados têm direito por deslocação, no seu caso num círculo que fica quase a 400 km de Lisboa. Também mostra a folha relativa à remuneração enquanto deputado, que totaliza 3.693,83 euros líquidos.

Quanto à “deriva” que diz existir relativamente aos deputados, o socialista diz que “não é nova”, fazendo referência à questão levantada esta segunda-feira pelo Jornal de Notícias sobre os subsídios dos deputados. A questão foi suscitada depois de uma denúncia do Expresso há uma semana sobre a duplicação de apoios no caso dos deputados residentes nas regiões autónomas. Uma situação que fez o presidente da Assembleia da República pronunciar-se a favor dos deputados insulares, ao dizer que “não infringiram a lei nem a ética” ao pedir o reembolso dos bilhetes ao abrigo do Subsídio Social de Mobilidade ao mesmo tempo que recebem um subsídio para quatro viagens de avião mensais para irem até às regiões autónomas.

No texto da publicação da sua página como deputado no Facebook, Ascenso Simões diz-se “disponível para explicar cada parcela” das duas folhas que torna públicas e correspondem ao recibo de vencimento do mês de abril. Na primeira é possível ver um vencimento ilíquido 3.624,41 euros, a que se somam ajudas de custo (69,19 euros\dia em 23 dias de presenças em trabalhos parlamentares) no valor de 1.591,37 euros. O deputado explica ainda os 370,32 euros relativos ao regime de exclusividade surgem “erradamente” indicados como “despesas de representação”.

Na segunda folha é onde constam as despesas com deslocações dos deputados, as primeiras são relativas a viagens no país em trabalho parlamentar, um valor fixo definido pelo Parlamento de 376,32 euros por trabalho político em território nacional. A parcela maior, nesta folha, é relativa às deslocações de ida e volta para o local de residência durante as cinco semanas do mês: 1.371,60 euros (para os deputados que residem num círculo afastado de Lisboa são pagos 36 cêntimos por km por cada vez que se deslocam à Assembleia da República para marcarem presença em trabalho parlamentar). Já as deslocações para trabalho político no distrito chegaram a 172,80 euros (36 cêntimos por quilómetro, pela distância que vai da sede do distrito até à sede do concelho onde reside, ida e volta).

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: rtavares@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)