Rádio Observador

Tabaco

“Uma princesa não fuma”: a campanha do Ministério da Saúde para lutar contra o tabaco

335

O Ministério da Saúde vai lançar uma curta-metragem para convencer as mulheres a deixarem o vício do tabaco. Elas fumam cada vez mais, enquanto eles estão a largar os cigarros.

Facebook/EPAD

O Ministério da Saúde publicou esta quarta-feira uma nova campanha para sensibilizar as mulheres a deixarem de fumar. “Opte Por Amar Mais” é uma curta-metragem que tem Paula Neves como personagem principal e que conta a história de uma mulher com cancro no pulmão e no leito da morte que está preocupada que a filha herde dela o vício do tabaco.

A personagem não consegue largar o vício mesmo estando doente e a filha, que sempre a imitou até nos gestos mais simples, pode estar prestes a entrar no mesmo destino. A frase mais sonante surge quando a mulher pede à filha que não fume porque “uma princesa não fuma”.

A campanha “Opte por Amar Mais” chega quatro anos depois de um estudo ter revelado que a prevalência do consumo de tabaco em Portugal tem diminuído entre os homens, mas aumentado entre as mulheres. A curta-metragem foi realizada por André Badalo, escrito por as Fátima Ferraz e Beatriz Silva (alunas de Audiovisual da Escola Profissional de Artes, Tecnologia e Design) e produzido pela Original Features. E chega aos cinemas NOS do Vasco da Gama às 18h desta quarta-feira. “Opte Por Amar Mais” também vai ser exibido na televisão durante o último trimestre do ano.

Como explica o Ministério da Saúde em comunicado, esta campanha tem o objetivo de “travar o aumento do consumo de tabaco nas mulheres” já que, apesar de os homens ainda fumarem mais do que as mulheres, elas têm aderido cada vez mais ao vício do tabaco. Além disso, “Opte Por Amar Mais” também procura “eliminar a exposição ao fumo ambiental do tabaco”. E tem uma missão muito precisa que quer cumprir até 2020: reduzir a prevalência de fumadores na população com 15 ou mais anos para um valor inferior a 17%.

A campanha portuguesa já mereceu o comentário e os elogios de vários responsáveis da Organização Mundial de Saúde, como é o caso de Kristina Mauer Stender, diretora do programa de controlo de tabaco da instituição. Para a responsável, esta iniciativa — e a “curta-metragem comovente” — alerta para o problema do aumento de consumo tabágico entre mulheres, especialmente as mais jovens, contra uma tendência de redução entre os consumidores masculinos. A campanha, que considera “impactante e inovadora”, está suportada numa evidência científica, que “visa alterar comportamentos e obter ganhos em saúde”.

Outra responsável da OMS, Vera Luiza da Costa e Silva, deixou uma mensagem de parabéns e de apoio à iniciativa portuguesa. Realça que este tipo de ações é mesmo fundamental para mudar mentalidades e comportamentos.

A par com a curta-metragem, o ministério está a implementar uma campanha com as hashtags “Juntos Contra o Tabaco”, “Opte Por Amar Mais” e “SNS”, que vem de Serviço Nacional de Saúde. Na mensagem onde a campanha é anunciada, o ministério explica que um quinto da população portuguesa fuma e que o consumo entre as mulheres continua a crescer, apesar de um português morrer a cada 50 minutos por causa de doenças associadas ao consumo de tabaco.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: mlferreira@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)