Tabaco

“Uma princesa não fuma”: a campanha do Ministério da Saúde para lutar contra o tabaco

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O Ministério da Saúde vai lançar uma curta-metragem para convencer as mulheres a deixarem o vício do tabaco. Elas fumam cada vez mais, enquanto eles estão a largar os cigarros.

Facebook/EPAD

O Ministério da Saúde publicou esta quarta-feira uma nova campanha para sensibilizar as mulheres a deixarem de fumar. “Opte Por Amar Mais” é uma curta-metragem que tem Paula Neves como personagem principal e que conta a história de uma mulher com cancro no pulmão e no leito da morte que está preocupada que a filha herde dela o vício do tabaco.

A personagem não consegue largar o vício mesmo estando doente e a filha, que sempre a imitou até nos gestos mais simples, pode estar prestes a entrar no mesmo destino. A frase mais sonante surge quando a mulher pede à filha que não fume porque “uma princesa não fuma”.

A campanha “Opte por Amar Mais” chega quatro anos depois de um estudo ter revelado que a prevalência do consumo de tabaco em Portugal tem diminuído entre os homens, mas aumentado entre as mulheres. A curta-metragem foi realizada por André Badalo, escrito por as Fátima Ferraz e Beatriz Silva (alunas de Audiovisual da Escola Profissional de Artes, Tecnologia e Design) e produzido pela Original Features. E chega aos cinemas NOS do Vasco da Gama às 18h desta quarta-feira. “Opte Por Amar Mais” também vai ser exibido na televisão durante o último trimestre do ano.

Como explica o Ministério da Saúde em comunicado, esta campanha tem o objetivo de “travar o aumento do consumo de tabaco nas mulheres” já que, apesar de os homens ainda fumarem mais do que as mulheres, elas têm aderido cada vez mais ao vício do tabaco. Além disso, “Opte Por Amar Mais” também procura “eliminar a exposição ao fumo ambiental do tabaco”. E tem uma missão muito precisa que quer cumprir até 2020: reduzir a prevalência de fumadores na população com 15 ou mais anos para um valor inferior a 17%.

A campanha portuguesa já mereceu o comentário e os elogios de vários responsáveis da Organização Mundial de Saúde, como é o caso de Kristina Mauer Stender, diretora do programa de controlo de tabaco da instituição. Para a responsável, esta iniciativa — e a “curta-metragem comovente” — alerta para o problema do aumento de consumo tabágico entre mulheres, especialmente as mais jovens, contra uma tendência de redução entre os consumidores masculinos. A campanha, que considera “impactante e inovadora”, está suportada numa evidência científica, que “visa alterar comportamentos e obter ganhos em saúde”.

Outra responsável da OMS, Vera Luiza da Costa e Silva, deixou uma mensagem de parabéns e de apoio à iniciativa portuguesa. Realça que este tipo de ações é mesmo fundamental para mudar mentalidades e comportamentos.

A par com a curta-metragem, o ministério está a implementar uma campanha com as hashtags “Juntos Contra o Tabaco”, “Opte Por Amar Mais” e “SNS”, que vem de Serviço Nacional de Saúde. Na mensagem onde a campanha é anunciada, o ministério explica que um quinto da população portuguesa fuma e que o consumo entre as mulheres continua a crescer, apesar de um português morrer a cada 50 minutos por causa de doenças associadas ao consumo de tabaco.

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