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Kim Yong-chol, general e ex-chefe dos serviços secretos da Coreia do Norte, foi esta sexta-feira à Casa Branca entregar em mãos uma carta ao Presidente norte-americano, Donald Trump. A missiva é do próprio líder norte-coreano, Kim Jong-un, e a forma de entrega é simbólica, já que é a primeira vez em 18 anos que um representante de Pyongyang entra na residência oficial do chefe de Estado dos Estados Unidos.

O chefe de Gabinete da Casa Branca, John F. Kelly, recebeu Kim Yong-chol no lado sul da Casa Branca. Segundo o New York Times, Trump não veio à porta cumprimentar o norte-coreano, como é habitual com enviados estrangeiros.

O conteúdo da carta de Kim Jong-un não é conhecido. No entanto, fontes próximas das negociações entre EUA e Coreia do Norte revelaram à CNN que o tom é “no geral positivo” e “um passo na direção certa para que se venha a realizar a reunião entre Kim e Trump”. A cimeira entre Washington e Pyongyang esteve marcada para o dia 12 de junho, em Singapura. Foi entretanto cancelada pelo Presidente norte-americano, mas, contudo, parece estar afinal de pé — os contactos têm-se intensificado nos últimos dias e ambos os líderes já revelaram vontade de que a reunião venha a ocorrer na mesma data.

A ida de Kim Yong-chol aos EUA destaca-se por ser a primeira vez desde 2000 que um representante norte-coreano visita a Casa Branca. A última vez, recorda o The Guardian, foi quando o vice-marechal Jo Myong-rok foi entregar uma carta de Kim Jong-il (pai de Kim Jong-un) a Bill Clinton, numa negociação de paz semelhante à atual. Essa aproximação, contudo, colapsou com a eleição de George W. Bush pouco depois.

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