Faltam poucas horas para o encontro do presidente norte-americano, Donald Trump, com o seu homólogo português, Marcelo Rebelo de Sousa. Trump acordou cedo. Pelo menos, desde as 4h18 da madrugada locais, quando fez o seu primeiro tweet de quarta-feira. Uma hora mais tarde, fez outro — este todo escrito em maiúsculas. Estará nervoso para receber Marcelo? Ou só está a passar o tempo?

4h18:  faz o terceiro ataque à republicana Maxine Waters

Tudo começou quando a deputada democrata Maxine Waters disse, enquanto discursava no estado norte-americano da Califórnia, que o facto de o restaurante em Virgínia ter recusado servir a assessora de imprensa de Donald Trump, Sarah Huckabee Sanders, deveria servir como uma chamada de atenção para o presidente dos Estados Unidos. Desde aí, usou o Twitter para a atacar. Depois de dizer que Waters tem um “QI extraordinariamente baixo”, o presidente dos Estados Unidos, avançou para o terceiro ataque à democrata, via Twitter:

“Parabéns a Maxine Waters, cujas críticas sem sentido a tornaram a ela e a Nancy Pelosi, a cara enlouquecida do Partido Democrata. Juntas, irão Fazer a América Fraca Outra Vez. Mas não tenham medo, América está agora mais forte do que nunca e eu não vou a lado nenhum”, lê-se.

5h39: revela que defende a lei de imigração mais dura 

É a primeira vez que Trump divulga a sua posição quando à lei de imigração. Fê-lo, como era de esperar, através do Twitter, numa mensagem só em maiúsculas. E a sua posição é, como era de esperar, a mais dura. O presidente norte-americano deixou um pedido aos republicanos da Câmara dos Representantes: que aprovem a lei da imigração “mais dura mas justa”, na votação desta tarde de quarta-feira:

“Os republicanos da Câmara dos Representantes deviam aprovar a lei de imigração mais dura mas mais justa, conhecida como ‘goodlatte II’, na votação desta tarde, mesmo que os democratas não a aprovem no Senado. A aprovação vai mostrar que nós queremos fronteiras mais fortes e segurança enquanto os democratas querem fronteiras abertas = crime. Ganhem!”, lê-se.

7h12: fica feliz por uma “grande perda” para os democratas

À espera de Marcelo, Trump vai tendo tempo para falar de tudo um pouco. Falou sobre sindicatos e defendeu os trabalhadores que não estão sindicalizados. Na sua perspetiva, isso faz com que tenham a capacidade de eleger sem o “controlo” do Sindicato “que decide por eles”.

“O Supremo Tribunal decide a favor dos trabalhadores que não estão sindicalizados, que estão agora, como exemplo, capazes de apoiar um candidato à escolha deles e delas sem estarem controlados pelo Sindicato que decide por eles. Grande perda para os Democratas”, lê-se.