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O primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, anunciou a execução imediatada de todos os jihadistas condenados no país, como retaliação pela execução de oito reféns levada a cabo pelo grupo terrorista conhecido como Estado Islâmico ou Daesh, em árabe.

Segundo a Agência France-Press, Abadi ordenou a execução imediatada de todos os “terroristas condenados à morte cujas sentenças tenham passado da fase decisiva”, ou seja, os casos em que se tenham esgotado todos os recursos judiciais possíveis.

Ao todo, mais de 300 pessoas foram condenadas à morte no Iraque por pertencerem ao Estado Islâmico, tinha avançado uma fonte judicial em abril. Neste grupo incluem-se 100 mulheres, todas estrangeiras — a maioria de nacionalidade turca ou de ex-repúblicas soviéticas. Entre os condenados há ainda um cidadão russo e outro belga.

A decisão do primeiro-ministro surge depis de terem sido encontrados os corpos de oito pessoas que estavam como réfens do grupo terrorista. “Prometemos que vamos matar ou prender os que cometeram este crime”, declarou Abadi aos seus ministros, segundo avança a Al-Jazeera.

Os corpos dos oito reféns foram encontrados perto de uma auto-estrada a norte de Bagdade. Todos já estavam em decomposição e tinham cintos de explosivos amarrados. Seis dos oito reféns em causa já tinham aparecido num vídeo de propaganda do Estado Islâmico.

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