O Ministério das Mulheres e do Desenvolvimento das Crianças, na Índia, vai fazer uma investigação aprofundada a todas casas de acolhimento de crianças das Missionárias da Caridade, a ordem católica criada pela Madre Teresa de Calcutá. Em causa estão suspeitas de tráfico de bebés, que partiram do facto de uma freira e uma assistente social terem sido presas por vender uma criança.

“Tomando nota dos recentes casos de adoções ilegais proporcionadas pelas Missionárias da Caridade em Jharkhand, [a ministra] Maneka Gandhi pediu aos vários estados uma inspeção imediata de todas as casas de acolhimento geridas pelas Missionárias”, diz comunicado do ministério citado pelo El País. Existem cerca de 30 orfanatos geridos por esta rede de solidariedade.

As Missionárias da Caridade não comentaram, ainda, o pedido de inspeção. Mas quando o caso da venda do bebé foi divulgado, o organismo manifestou-se “completamente chocado com o que aconteceu na nossa casa em Ranchi”. A venda de um bebé “nunca deveria ter acontecido. É contra as nossas convicções morais, e estamos a estudar a questão com muito cuidado”, acrescentou porta-voz das Missionárias da Caridade.

O bebé terá sido vendido por 1.500 euros. Uma denúncia levou à prisão das duas trabalhadoras, que depois gerou uma investigação a três outros possíveis casos.