O AIBO, da Sony, é o cão robot mais inteligente do mundo, capaz de lembrar rostos e vozes, horários, os sons típicos da casa e responder a novas palavras, toques, gestos e ordens. “É um símbolo na EIA”, explica Alar Kolk, presidente desta academia de inovação digital da Europa. Para inspirar todos os jovens estudantes empreendedores o encontro conta com a presença do cão que é uma máquina, mas comporta-se como um animal de verdade. Produzido unicamente no Japão baseia-se num sistema de aprendizagem de inteligência artificial. “A EIA está orgulhosa de ter trazido este cão robot à Europa pela primeira vez na história. O que faz do AIBO especial é que ele realmente age como um cão real”, explica Anni Sinijarv, CEO da EIA. “Viemos mostrar a Portugal o que é o futuro da tecnologia”, acrescenta. O cão robot impressionou os mais de 700 participantes desta 2ª edição da academia que tem como tema a robótica e inteligência artificial. No total, o “animal de estimação” tem 22 eixos que proporcionam uma série de posições, possui duas câmaras, quatro microfones, sensores de pressão e de movimento e ainda luminosidade.

O cão robot molda o comportamento ao dono

Apesar de sair da fábrica com uma programação padrão, a fabricante japonesa garante que o cão robot vai mudando o comportamento ao longo do tempo, dependendo do que o dono lhe for capaz de ensinar. Apresenta também algumas outras novidades: como a possibilidade de estar conectado na nuvem para aprender a comportar-se como os outros cães robots. A conexão à Internet permite que seja possível interagir com ele à distância usando apenas um smartphone. O AIBO também pode receber comandos para tirar fotografias e guardá-las na nuvem. No entanto, estas atividades, incluindo enviar imagens e backups para a nuvem, são um serviço que apenas pode ser usado mediante o pagamento de uma assinatura à Sony.

Tecnologia do cão robot desenvolvida por startup de inteligência artificial

A tecnologia do cão robot foi desenvolvida pela Cogitai, uma startup de inteligência artificial, com sede na Califórnia e que foi adquirida pela Sony. A base da construção deste cão do futuro vai muito além do entretenimento e poderá servir para muitas áreas da vida como é o caso do transporte, educação e saúde. “Na EIA estamos focamos na inteligência artificial e as nossas equipas estão a tentar desenvolver ideias relacionadas com este tipo de produtos e serviços capazes de aprender”, afirma o líder do encontro de empreendedorismo universitário. “Queremos surpreender todos os anos trazendo as tecnologias mais inovadoras”, acrescentou Alar Kolk.

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500 estudantes de 75 países criam ideias disruptivas

A EIA, que vai realizar-se em Portugal pelo menos até 2022, é a forma mais rápida, em todo o mundo, para se testar uma ideia de negócio. A academia reúne os jovens para no período de três semanas criarem startups disruptivas – desde a ideia ao lançamento. No total, são 500 estudantes de 75 países, dos quais 120 chegam de universidades portuguesas. Destaque para a Universidade do Porto e o Instituto Superior Técnico, que estão representados por mais de 20 alunos que competem diretamente com estudantes de UC Berkeley e U Michigan, entre outras instituições de grande prestígio internacional.

No encontro os universitários, que formam equipas de cinco elementos, contam com o apoio de mentores e o estímulo de terem investidores com os olhos postos nos seus projetos. O objetivo é chegar ao evento final, “Grand Pitching”, a 3 de agosto, para chamar a atenção do grupo de investidores de risco.

Santander Totta atribuiu diretamente 50 bolsas a estudantes portugueses

Para ajudar a participação dos jovens portugueses na academia, o banco atribuiu diretamente 50 bolsas, sendo que as restantes foram participadas pelas Instituições de Ensino Superior parceiras do Santander Universidades. O Banco Santander Totta é uma referência a nível nacional no que diz respeito à promoção do Ensino Superior. É a empresa que mais investe no apoio à educação no mundo (Relatório Varkey/UNESCO – Fortune 500) e mantém mais de 1.100 acordos de colaboração com universidades e instituições académicas de 21 países através do Santander Universidades e, através da rede Universia, que agrupa mais de 1.300 instituições académicas ibero-americanas.