A taxa de desemprego em maio caiu para 7%, o valor mais baixo dos últimos 16 anos, e deverá cair para os 6,7% em junho, de acordo com os dados publicados esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). A economia portuguesa criou mais de 110 mil empregos no último ano, mas o número de pessoas no mercado de trabalho está praticamente inalterado face há um ano.

Desde há um ano, a taxa de desemprego caiu mais de 2 pontos percentuais, passando de 9,2% em maio do ano passado para 7% em maio deste ano. Para isso, a economia criou mais de 110 mil empregos e o número de pessoas desempregadas caiu em igual proporção.

No entanto, e apesar da melhoria no mercado de trabalho, esta aparenta ser na sua grande maioria através do regresso de pessoas que estavam sem emprego novamente à atividade. Isto porque, apesar do crescimento que se vinha a verificar na população ativa no ano passado, a população ativa está a cair desde, pelo menos, fevereiro deste ano.

Nos dados divulgados esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística, a população ativa deverá ter caído para 5.154 mil em maio e deverá ter voltado a diminuir em junho. Caso esta estimativa se confirme quando o INE divulgar os números do desemprego no final do mês de agosto, o aumento da população ativa que se verificou no último ano terá praticamente desaparecido.

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Esta mudança poderá estar a acontecer por várias razões, que vão desde os fluxos migratórios, à redução do número de pessoas consideradas como desempregadas por deixarem de tentar emprego, a decisões dos mais jovens de voltarem a estudar. O Governo espera um aumento da população ativa no final do ano, o que significaria que haveria mais pessoas a entrar no mercado de trabalho.

Olhando para os números da população empregada, entre junho do ano passado e junho deste ano, é possível observar que há um aumento crescente das mulheres no mercado de trabalho, que está a crescer a um ritmo superior face aos homens. Também o número empregos entre adultos está a crescer substancialmente, ao contrário do que acontece entre os jovens, que tem um aumento (em número) muito menor. Isto é observável nas taxas de emprego, onde o crescimento mais expressivo acontece entre as mulheres e adultos, apesar de também se registarem melhorias entre homens e jovens.