É uma combinação de vários objetos: cadeiras de plástico, candeeiros antigos, carros, aspiradores avariados, fotocopiadoras defeituosas e até 1.200 rolos de papel higiénico (a partir de cerca de 112 euros). As embaixadas dos Estados Unidos estão a realizar em vários países leilões online de “excedentes”. E Lisboa está incluída, com 45 artigos prontos para serem leiloados a partir desta terça-feira, às 10 horas.

A maior parte dos produtos à venda na capital portuguesa são móveis, mas há também uma máquina de escrever, rádios e vários frigoríficos, embora não seja apresentada a fotografia dos bens.

Os produtos variam em cerca de 12 países. Em Yerevan, na Arménia, estão a ser leiloados vários tapetes com algumas manchas, cadeiras de escritório e até um frigorífico partido. Em Kiev, na Ucrânia, há eletrodomésticos e vários tinteiros para impressoras, bem com computadores e telemóveis “com arranhões”. Já de Ancara, na Turquia, chegam vários lotes, cada um com uma coleção completa de móveis.

No leilão de Londres, há até 1.200 rolos de papel higiénico à venda.

Para quem procura  mais variedade, em Estocolmo, na Suécia, realiza-se o maior leilão, com 67 artigos à venda, entre eles mobília ornamentada de madeira escura, candelabros e uma máquina de step. O leilão mais peculiar de todos é o que se realiza em Tirana, na Albânia, onde há 11 geradores, três carros, pneus e uma empilhadeira à venda.

Mas, porquê um leilão? Segundo o manual de relações externas dos EUA, se a propriedade com base no exterior não for devolvida ao país, poderá ser vendida no melhor interesse do governo americano, com os lucros a irem para o Tesouro. Por isso, aqui cada cêntimo conta.

Embora os objetos possam ser excedentes, o governo não quer que estes produtos estejam muito tempo à venda e, por isso, os vendedores devem retirar seus itens dentro de um “período de tempo agendado” ou serão descartados com “nenhuma possibilidade de recuperação”.