Carlos Vieira, antigo vice-presidente do Sporting que liderava uma lista de cisão com Bruno de Carvalho nas próximas eleições do clube, anunciou esta quarta-feira que desistiu da corrida depois da suspensão de dez meses como sócio. De acordo com um comunicado assinado pela lista “Sporting Primeiro”, existe a convicção de que esse castigo não é legal e a promessa da luta pela reversão do mesmo, embora não estejam nesta altura reunidas as condições necessárias para formalizar uma lista nesta fase.

De acordo com a missiva divulgada esta manhã, Carlos Vieira e seus pares, entre os quais se incluíam outros dirigentes suspensos pela Comissão de Fiscalização e “dissidentes” dos órgãos sociais de Bruno de Carvalho, o número de assinaturas para a apresentação formal da candidatura excedeu e muito o limite mínimo necessário dos mil votos, mas a atual suspensão acabou por tornar-se um facto incontornável num lapso temporal tão curto. “Não iremos formalizar a nossa candidatura, nem candidataremos ninguém em nosso nome (…) Consideramos não estarem neste momento reunidas as condições necessárias para formalizarmos a nossa candidatura”, destaca a candidatura liderada pelo antigo vice para a área financeira.

“Continuaremos ativos e vigilantes quanto à defesa dos interesses do Sporting Clube de Portugal pelo que não deixaremos de nos pronunciar nos locais e no tempo que considerarmos oportunos”, concluiu o comunicado.

O comunicado da candidatura “Sporting Primeiro” na íntegra foi o seguinte:

“A candidatura Sporting Primeiro, encabeçada por Carlos Vieira, vem agradecer o apoio massivo e entusiástico manifestado pelos sportinguistas ao longo dos últimos tempos  das mais diversas formas. Este permitiu, entre outros aspetos, ultrapassar largamente os votos estatutariamente exigidos para formalizar a candidatura e para perceber que se tratava de um projeto vencedor.

Face à deliberação injustificada, injusta e inapropriada da nomeada e não eleita Comissão de Fiscalização do Sporting Clube de Portugal que, como afirmámos no nosso comunicado de 3 de agosto último, “parece que houve o intuito de impedir que sócios que muito deram ao clube pudessem cumprir o seu direito legítimo de associados e de se candidatarem ao próximo ato eleitoral de 8 de Setembro”, não iremos formalizar a nossa candidatura, nem candidataremos ninguém em nosso nome.

Apesar da firme convicção de que temos a razão do nosso lado e que será feita justiça, consideramos não estarem neste momento reunidas as condições necessárias para formalizarmos a nossa candidatura. Continuaremos a lutar pelos nossos direitos e contra a suspensão imposta bem como de outros eventuais processos que venham a ocorrer.

Connosco o Sporting Primeiro, pelo que desejamos que o próximo ato eleitoral decorra com elevação e se discutam os projetos e as equipas que melhor podem servir os interesses do Sporting Clube de Portugal que consideramos que seriam os nossos mas por impossibilidade pelos motivos de todos conhecidos, não o poderá ser.

Continuaremos ativos e vigilantes quanto à defesa dos interesses do Sporting Clube de Portugal pelo que não deixaremos de nos pronunciar nos locais e no tempo que considerarmos oportunos.

Sporting Primeiro em todas as modalidades e competições pelo que desejamos a todos os que servem e lutam pelo Sporting Clube de Portugal os maiores sucessos desportivos para a época desportiva 2018/19.”