O governo australiano revogou a cidadania a cinco pessoas por “involvimento com o Estado Islâmico” (EI). As cinco pessoas, com idades compreendidas entre os 20 e 30 anos, lutaram alegadamente nas fileiras do grupo jihadista no Iraque e Síria.

O ministro da Administração Interna, Peter Dutton, confirmou esta quinta-feira a revogação de cidadania aos cinco australianos, não fornecendo mais informações sobre as suas identidades. “Fundamentalmente, a cidadania requer  lealdade para com o país… este cinco indivíduos com dupla nacionalidade têm agido contra os interesses da Austrália ao envolverem-se em atividades terroristas e escolheram efetivamente abandonar a comunidade australiana”, justificou Dutton à agência AFP. “A Austrália é um lugar mais seguro por eles não voltarem”, concluiu.

Este não é um caso inédito. Em 2017, a Austrália foi o primeiro país a revogar nacionalidade a um cidadão por ligações ao EI. Em causa estava o caso de Khaled Sharrouf, um cidadão de descendência libanesa nascido na Austrália, que, em 2014, fez manchetes em todo o mundo depois de ter publicado na sua conta do Twitter uma fotografia do filho a segurar a cabeça decapitada de um soldado. Sharrouf e a família deixaram a Austrália em 2013. A mulher terá morrido nas fileiras do EI e acredita-se que também Khaled tenha sido morto num ataque aéreo no Iraque em 2015. Não é conhecido o paradeiro dos cinco filhos do casal.

A Austrália revela uma crescente preocupação com o regresso dos seus cidadãos que tenham combatido pelo EI. O país aprovou nos últimos anos várias leis que visam aumentar a segurança nacional, nomeadamente leis que facilitam processar judicialmente suspeitos de terrorismo.